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Andressa Urach desabafa, aos prantos, sobre borderline e fanatismo religioso

Em seu canal do YouTube, a vice-campeã do Miss Bumbum falou sobre borderline, um transtorno de personalidade, e fanatismo religioso

Nathália Rabelo Publicado em 13/01/2022, às 14h15

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(Foto: Reprodução/Instagram)

Andressa Urach mudou sua vida da água para o vinho nos últimos anos. De vice-campeã do Miss Bumbum, ela passou a ter um fanatismo pela religião. Em seu canal do YouTube, ela revelou detalhes sobre o seu transtorno de personalidade borderline e falou como o seu extremismo atrapalhou a cura da doença.

Ela afirmou que não se via de uma boa maneira. “Hoje estou bem triste, com muita vontade de chorar. O domínio próprio é algo bem difícil para o borderline… durante muitos anos, eu resisti ao tratamento médico e tinha uma fé burra, achava que poderia ser o demônio. Lutava contra mim mesma… minha mãe e meu marido não aceitavam minha doença”, começou explicando.

A modelo também afirmou que a sua aproximação com a religião a atrapalhou em busca da cura. “Eu passei seis anos na igreja, e passei por uma decepção muito grande com eles. Foi muito difícil pra mim porque eu amava. Sabe quando algo é sua razão de viver? Essa ruptura, esse mal que aconteceu, quase me levou à loucura”, afirmou.

Ela ainda disse que tinha problemas de relacionamento. “Tudo que é demais é ruim na nossa vida. Precisa ter equilíbrio. Eu mergulhei no fanatismo da religião e me excluí do mundo. Tinha tanto medo de pecar contra Deus. Tinha medo de ir ao médico porque muitas vezes a gente é orientado que alguns problemas e doenças são demônios. Eu sei que existe o mundo espiritual, acredito nisso, mas nem tudo são espíritos. Tem coisa que realmente é o nosso corpo, nosso organismo e nossas células”.

Ela ainda desabafou sobre os olhares maldosos de outras pessoas. “Eu sofria esse preconceito, tinha medo de explodir com as pessoas e dar mau testemunho. Eu continuo amando Jesus e acredito em milagres, mas nem sempre eles acontecem. Algumas pessoas pedem e não recebem. Então não é adequado não tomar medicação, não é uma fé inteligente colocar a saúde em risco”, finalizou.

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