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Anitta declara que operação no Jacarezinho aconteceu de forma brutal e ilegalmente

Cantora ainda postou imagem referente ao último clipe simulando tiros e sangue

Renata Fontoura Publicado em 08/05/2021, às 10h05

Último trabalho de Anitta, "Girl From Rio"
Último trabalho de Anitta, "Girl From Rio" - Divulgação

A cantora Anitta, de 27 anos, fez declarações sobre a ação da polícia na comunidade do Jacarezinho, que aconteceu na quinta-feira (7), no Rio de Janeiro. 

"A polícia brasileira desafia a justiça máxima do próprio país para matar. A cor da pele e o endereço define quem vai morrer. Ontem, isso ficou ainda mais evidente, quando 25 pessoas foram assassinadas de forma brutal e ilegalmente na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro", diz o começo da postagem da artista. Abaixo, uma imagem famosa do seu último clipe simulando tiros e sangue. 

"Sem urgência e comunicação prévia, as operações policiais estão proibidas durante a pandemia. Mas a polícia civil do Rio de Janeiro invadiu casas, espalhando terror em uma das maiores favelas da capital, descumprindo sumariamente essa pré-determinação", diz mais uma postagem de Anitta na mesma rede social. 

A operação na favela do Jacarezinho causou 28 mortes. Um dos mortos era o policial civil André Frias, que participava da operação e levou um tiro na cabeça. A polícia diz que todos os demais eram traficantes e nega ter feito execuções.

A corporação também afirma que foi ao Jacarezinho porque uma quadrilha estava recrutando adolescentes para atuar no tráfico. No ano passado, o STF decidiu que operações policiais em favelas do RJ só podem acontecer em casos excepcionais. O ministro Edson Fachin, autor dessa decisão, diz que vídeos indicam que houve "execução arbitrária".

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