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Romana Novais relata parto prematuro e risco de vida

Romana Novais, mulher do DJ Alok, passou por um grande susto na última semana quando teve que passar por um parto prematuro

Carlos Yukio Publicado em 07/12/2020, às 08h07

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Filha de Alok e Romana nasce prematura por complicação do coronavírus

A médica Romana Novais, mulher do DJ Alok, passou por um grande susto na última semana quando teve que passar por um parto prematuro. A filha Raika nasceu após Romana ter fortes sangramentos, com 32 semanas de gravidez.

“Apresentei um caso de CIDV, que é um caso raro, é muito perigoso. É quando a placenta sangra muito e ao mesmo tempo tem muito trombo, então os médicos precisam atuar com muita rapidez. O quadro se estendeu pelo meu corpo e estava correndo risco de vida, foi uma situação muito complicada. Graças a Deus estou viva”. explicou Romana.

No ‘stories’ de sua conta no Instagram, a médica detalhou os momentos de angústia que viveu ao lado de Alok para a chegada de Raika.

Foram dias bem difíceis para mim e minha família. A gente ficou surpreso com esse parto prematuro, não estava nos nossos planos.

Tudo começou na semana passada, fui tomar uma vacina que a gestante precisa fazer, tive um pouco de reação tive dor no corpo achei que era só por causa da vacina. não achei que fosse alguma outra coisa. Além disso também estava com dor local na vacina então acreditei mesmo que fosse isso. A dor no corpo começou a ficar mais intensa e me incomodar muito. Fiz o teste do Covid, ficamos em isolamento em casa nos cuidando, as dores pioraram. Sentia muita dor no corpo, pareciam que meus ossos tinham quebrado. Tudo fica muito obscuro, fiquei com muito medo da doença. Achei que a doença não traria muitos sintomas para gestantes, mas me enganei.

Comecei a ter muita febre além do corpo, não tive nenhuma alteração respiratória, cansaço. Na quarta-feira, que foi o dia do parto, comecei a sentir contrações. Entrei em contato com os obstetras e fui pra clínica fazer um ultrassom. Aparentemente estava tudo perfeito, mas quando me levantei comecei a sangrar muito, foi muito assustador. Sou funcionária da saúde e estou acostumada com sangue, mas foi muito assustador. O Alok me levou, não tinha quem me levar. A gente nem pensou muito, só entrou no carro porque eu estava mal.

Eu conheço meu corpo, temos instinto. Falei que precisava de uma avaliação. Minha gravidez estava sendo super saudável, não tive nenhuma complicação. Infelizmente o Covid me escolheu e acredito muito que tenha sido também para trazer essa informação para vocês.

A gente correu para o hospital sem pensar muito. Já passaram o acesso em mim na clínica mesmo e foram de carro. Só pensava que tinha que salvar minha filha, queria resolver tudo logo. Cheguei no hospital com muito medo.

Ela nasceu muito rápido, eu não estava esperando. Nem esperava que eu fosse conseguir fazer um parto natural, estava com muita dor, mas ela precisava sair. Apresentei um caso de CIDV, que é um caso raro, é muito perigoso. É quando a placenta sangra muito e ao mesmo tempo tem muito trombo, então os médicos precisam atuar com muita rapidez. É um distúrbio de coagulação. O quadro se estendeu pelo meu corpo e estava correndo risco de vida, foi uma situação muito complicada. Graças a Deus estou viva. Fiquei na UTI logo em seguida, a Raika também. Eu não tive opção, nãio pude pegar no colo, não pude amamentar. Tudo isso por conta do Covid.

Para as gestantes que achavam que o Covid não pode nos trazer sintomas e complicações, deixo aqui meu testemunho que entrei na estatística das mulheres gestantes que tiveram. Queria deixar o alerta para se cuidarem ao máximo, é uma doença muito violenta. Mesmo sendo jovem, sem riscos, me encontrei em uma situação que não desejo para ninguém. É muito assustador passar por isso, estou assustada até agora.

Agradeço a Deus por esse milagre. Passamos por um milagre eu e a Raika. A gente se salvou e espero que ela saia o mais rápido possível da UTI. Eu já vim pra casa desde ontem, mas ela nasceu prematura. Ela está clinicamente estável e evoluindo bem. Eu não posso visitá-la, mas vejo ela por Facetime. Isso pra mim é o mais difícil. Não vê-la, não poder tocar, amamentar. Mas diante de tudo que a gente viveu eu só tenho a agradecer a Deus por nunca abandonar minha família.” finalizou a médica.

Jornal Midiamax