MidiaMAIS / Culinária

Casal monta loja de cerveja importada e recebe clientes com o copo cheio

Campo Grande terá mais uma casa do ramo, Mestre Cervejeiro.Com 

Carol Alencar Publicado em 15/04/2015, às 23h18

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Campo Grande terá mais uma casa do ramo, Mestre Cervejeiro.Com 

O gosto pela cerveja diferenciada surgiu logo que subiram ao altar, há 24 anos. A funcionária pública Cláudia Faria e o médico ginecologista Cícero Faria Neto sempre foram considerados os ‘chatos’ (carinhosamente falando) da turma, por terem um gosto peculiar, no quesito cerveja. Na época, mudaram-se para São Paulo, onde o acesso a ter essa ‘proeza’ era muito mais  fácil.

“Sofremos muito quando íamos a almoço de família e levávamos nossas cervejas, sempre artesanais ou importadas, mas com o tempo a família foi se acostumando”, brinca Cícero.

O costume foi tanto, que o casal decidiu, junto da filha mais velha, passar férias na Alemanha, Holanda e Bélgica, só para tomarem cerveja. “Depois que você tem certa preferência, você começa a modificar o paladar, da bebida em si, e você começa a estudar as suas preferências dentro desse universo, foi aí que resolvemos ir até a fonte do mundo cervejeiro, que é a Europa Ocidental, foi uma experiência incrível”, conta Cláudia.

Logo que voltaram, amadureceram um sonho que levou quase toda a vida que estão juntos, que é montar um espaço onde oferece o que mais tem em comum: o gosto pela cerveja importada.

Nesta quinta-feira (16), Cláudia e Cícero inauguram uma franquia da loja Mestre Cervejeiro.Com, especializada em venda de bebidas apenas importadas. Tomando cerveja, é claro, eles receberam o MidiaMAIS para contar mais sobre o novo empreendimento.

“A gente viu que Campo Grande tinha uma carência nisso, apesar de ter sim, espaços que vendem cervejas deste ramo, mas queríamos propiciar aos nossos amigos, que já viraram ‘chatos’ iguais a gente, um local específico, que a pessoa venha, sente, deguste uma boa cerveja e se quiser, leva pra casa também, sem compromisso de pensar em pagar estacionamento de shopping ou etc.”, explica a empresária.

A loja apresenta mais de 80 rótulos de cervejas diferenciadas. Segundo Cícero, as intenção é oferecer uma oportunidade para o público em ‘beber menor poréem beber melhor’. “O bacana é que quem consome a cerveja artesanal, ou importada, gosta de conhecer mais e mais, principalmente pelo aroma, sabor e gosto que tem”, explica o médico, que comprava cerveja pela internet e não via a hora de chegar para poder postar nas redes sociais.

O preço é sem dúvida diferente das cervejas convencionais. Na loja, a mais cara sai por R$ 71 e a mais em conta sai por menos de R$ 16. Na prateleira, parte da linha da Brooklyn e da La Trappe tem destaque, a gosto do dono.

O representante da marca, o designer gráfico Daniel Wolf também é um apaixonado por cervejas e se encantou com o gosto aprumado, quando esteve fora do país. Ele conta, que a criação do site que virou loja, o ‘Mestre Cervejeiro.Com’, surgiu a partir dessa ideia, de poder falar sobre um mundo, que o brasileiro não estava habituado, o da cerveja diferenciada.

“Foi quando eu sentei num bar, quando fiz intercâmbio na Bélgica e o garçom me trazia a carta de cervejas e explicava detalhadamente, como ela foi feita, achei aquilo um máximo e resolvi me encantar”, ressalta.

A base da cerveja artesanal é clássica, água, malte, lúpulo e levedura. “Não precisa de muita coisa para ter uma cozinha de cerveja; é quase igual a de uma fábrica grande, só que a panela de casa é menor”, brinca o cervejeiro Wolf.

Sobre o deguste ele ressalva: “a cerveja artesanal não foi feita para matar a sede ou para combinar com um prato x ou y, ela foi feita para ter um terceiro gosto no paladar”.

Enquanto entrevistávamos o casal e o dono da franquia, a loja que vai inaugurar apenas hoje, recebia os clientes que chegavam. Com 26 anos, o bacharel de Direito e adepto do estilo Ipa, Paulo Massuda aprimorou o gosto pela cerveja importada há menos de dois anos, estava passando em frente do local e quis conhecer a carta dele.

“ Depois que comecei a beber só cerveja importada comecei a beber bem menos, mas em todas as festas que vou, levo as importadas e começo degustando por elas…e também já fui chamado de ‘chato’ por isso mas nem ligo”, brinca.

Jornal Midiamax