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Diretoras gravam curta sobre a vida das araras em Campo Grande

Canindés, Vermelhas e Azuis, as araras são as estrelas do Projeto ‘Campo Grande das Araras’, das diretoras Lú Bigatão e Rosiney Bigatão

Carlos Yukio Publicado em 10/12/2020, às 11h27

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Diretoras gravam curta sobre a vida das araras em Campo Grande

Campo Grande é famosa pelas araras que colorem os céus da capital de Mato Grosso do Sul e que fazem ninhos em troncos de coqueiros. Canindés, Vermelhas e Azuis, as aves são as estrelas do Projeto ‘Campo Grande das Araras’, das diretoras Lú Bigatão e Rosiney Bigatão com a parceria do Instituto Arara Azul, entre outros colaboradores.

Desde novembro, o curta está sendo gravado em várias regiões da cidade para retratar a migração das aves do Pantanal para Campo Grande. Além de narrar a saga dos animais para sobreviverem na cidade, convivendo com seus moradores e turistas.

O Projeto foi contemplado no Fundo Municipal de Cultura/2019 (FMIC/Sectur/Prefeitura de Campo Grande), e visa desenvolver uma narrativa híbrida, mesclando a linguagem do documentário e da ficção. O filme pretende lançar um novo olhar sobre a presença das araras no meio urbano e a relação que as pessoas têm com as aves e todo o meio ambiente.

Durante essa semana a equipe percorrerá diversos pontos em Campo Grande, geralmente frequentados pelas aves. A próxima etapa é uma viagem ao Pantanal. A expectativa é concluir todo o processo de produção, sonorização, pesquisa e edição até fevereiro do próximo ano.

Mais que contar a história das araras em Campo Grande, por meio do projeto as diretoras e irmãs Lú e Rosiney Bigatão e toda a equipe esperam incentivar a observação das aves na cidade, despertar o amor e o interesse da população para a preservação da espécie. A expectativa é mostrar a vida dos animais pelo ponto de vista deles para sensibilizar os espectadores.

“A ideia é falar das araras misturando ficção e documentário, mostrando o ponto de vista das aves. Usamos drones simulando os voos e pousos, de cima das árvores com escadas e andaimes, sempre colocando elas nos olhando e a reação dos seres humanos ao avistar as aves. Estudamos a vida delas, com reprodução, alimentação e cotidiano das aves”, frisa a diretora Lú Bigatão.

O Projeto prevê ainda a criação do Circuito das Araras, um roteiro turístico em Campo Grande, identificando os lugares mais frequentados pelas aves, onde moradores e turistas possam percorrer para observá-las, de carro, a pé ou de bicicleta.

Sinopse: o olhar das araras

Elas cortam os céus colorindo os olhares dos moradores praticamente o ano todo. Chegam cada vez com mais frequência e em maior número e já se reproduzem por aqui. Até a azul, que chegou a ser considerada extinta, teve presença registrada no município. São tantas araras que Campo Grande poderia ser chamada de “a cidade das araras”.

Estima-se que mais de 700 araras circulam pela área urbana do município. Tem turista que vem para Campo Grande para observar as araras, segundo pesquisadores. Temos monumento das aves, com três esculturas gigantes, na Praça das Araras. Tem até uma espécie própria de arara, que só pode ser vista em Campo Grande – a arara híbrida, resultado do cruzamento entre a arara vermelha e a Canindé, espécies mais frequentes na cidade.

O filme aborda questões complexas como o desmatamento e as queimadas que as deixam sem moradia. A proposta é criar um olhar subjetivo, tudo retratado de maneira poética, onde o espectador possa se colocar no lugar da ave e entender sua relação com o ambiente.

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