‘Tão humilhante’: com 6 reais no bolso e um sonho, moradora aceita pagar pelo que iria para o lixo e gera comoção

Atitude de empresa que não quis vender produto inteiro, apenas sobras, repercute em Campo Grande

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moradora aceita pagar por sobras que iriam para o lixo
Sobras compradas pela cliente e fachada do estabelecimento – (Fotos: Arquivo Pessoal)

Situação descrita como “triste e humilhante” em uma sorveteria de Campo Grande (MS) causou comoção nas redes sociais nesta quinta-feira (30). Com o desejo incontrolável por comer casquinha de sorvete pura, moradora da Capital foi até uma sorveteria em busca do produto. Lá, só teve uma saída: levar para casa sobras que iriam para a lata de lixo e ainda pagar pelas mesmas.

Relato publicado no grupo de reclamações “Aonde Não ir em Campo Grande” explica que a moça só tinha R$ 6 no bolso e um sonho: comer casquinha de sorvete sem sorvete. Quem trouxe a história à tona foi uma amiga da moradora, que a acompanhou e presenciou toda a cena na sorveteria.

“Pessoal, hoje à tarde aconteceu um negócio tão triste, tão humilhante… minha amiga passou nessa sorveteria e queria comprar uma casquinha. Eu até perguntei para ela ‘porque que não toma sorvete?’ e ela disse que tem dor de garganta, mas queria muito aquelas casquinhas de sorvete puras, sabe?”, inicia a colega, dando o contexto do caso.

“Se quiser tem essas”: moradora só teve uma saída para matar vontade de casquinhas

Só que, ao pedir o produto no caixa, o estabelecimento se negou a vender para a moça. “A atendente falou que não vende por unidade e ofereceu: ‘Compra o pacote fechado ou, se você quiser, tem essas casquinhas quebradas’“, recorda a comunicante.

Sem outra opção, a cliente com desejo acabou aceitando a proposta. “Aí minha amiga comprou essas casquinhas quebradas e murchas, estavam com mau cheiro. Ela só tinha seis reais no bolso para comprar casquinha e, como estava com muita vontade, levou os produtos desse jeito por quatro reais”, lamenta a moradora da Capital.

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Sobras de casquinhas vendidas para cliente – (Foto: Arquivo Pessoal)

Para ela, a atitude da empresa foi inaceitável. “Eu não acredito que o dono desse estabelecimento tem coragem de mandar seus funcionários tratarem clientes assim, hoje essa mulher pode não ter dinheiro para comprar o pacote inteiro de casquinha, mas não precisava fazer essa humilhação“, desabafa.

Por fim, a amiga destaca: “Você vê o tanto que ela estava com vontade de comer a casquinha… foi vendida no peso. Enfim, poderia ter vendido uma casquinha inteira, pois ela estava pagando…”, finaliza.

Caso gerou revolta e consumidora recebeu apoio moral

A história causou comoção geral na comunidade, que expressou indignação pela postura do estabelecimento. “Vender algo que iria pro lixo?? Por isso não prospera”, “Isso é coisa de pessoas que são miseráveis e não pensam no próximo”, “Não tem lógica não vender as inteiras, mas as quebradas vendem??” e “Falta de compaixão, o que é uma casquinha?” foram alguns comentários.

O relato gerou discussão e a moça recebeu todo apoio da população. “Nossa, o amor está esfriando. O que custa chamar a dona e dar uma casquinha ou até mesmo vender?”, “Puxa, porque não deu de graça, sendo somente uma casquinha? Às vezes se perde hoje pra ganhar lá na frente, de repente essa mesma moça voltaria lá com a família ou com amigos” e “Meu Deus! Como pode uma pessoa vender uma coisa que deveria estar é no lixo?“, são algumas outras reações.

A reportagem do Jornal Midiamax tentou contato com a sorveteria, mas não foi atendida. O espaço segue aberto para manifestações.

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