Com uma raquete elétrica na mão em busca do mosquito Aedes aegypti escondido em abrigadouros, um jogo de realidade virtual desenvolvido em Mato Grosso do Sul, alia o entretenimento com a conscientização contra a endemia. “Todos Enfrentam a Dengue” é desenvolvido pela FESPMS (Federação de Esportes Eletrônicos e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Senac Hub Academy e Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Weverton Ramires, presidente da FESPMS, prevê que o game de realidade aumentada seja disponibilizado para o Estado, através das escolas e instituições educativas. Na próxima quarta-feira (9), os envolvidos assinam o convênio de repasse de recursos e lançamento oficial do projeto de pré-incubação.
“A proposta é conscientização mesmo. Esta iniciativa representa um avanço significativo no uso da tecnologia para o bem social. Acreditamos que, quando o jogo estiver finalizado, ele poderá ser levado aos quatro cantos do Estado, ampliando seu impacto e promovendo a prevenção de forma inovadora e acessível.”
Alunos da REE (Rede Estadual de Educação) receberão bolsas de R$ 1 mil para atuar no desenvolvimento do jogo. A expectativa é que seja disponibilizado para o público em 10 meses.
Assunto sério
Apesar de entreter de maneira lúdica, o jogo reflete um assunto sério e de preocupação com a responsabilidade de limpeza de terrenos. A prévia do game indica locais ideais para a proliferação da dengue, como vasos de plantas, pneus, lixo e vasilhas.
De acordo com os dados da SES (Secretaria Estadual de Saúde), o boletim epidemiológico da dengue do dia 27 de março, o Estado registrou sete óbitos confirmados em decorrência da doença, sendo um causado pelo tipo 1; três causados pelo tipo 2; e um causado pelo tipo 3.
Contudo, o Estado já confirmou 2.045 casos e investiga outros 5.753 quadros com sintomas da doença. As cidades com os maiores números de casos prováveis registrados são Selvíria (390), Corumbá (353), Três Lagoas (321), Aparecida do Taboado (256) e Jateí (251). Campo Grande, até o momento, tem somente 142 pacientes sob investigação.
Confira o vídeo:
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