Nascida em Campo Grande, Alzira é cantora, compositora e instrumentista. A arte está no sangue, sendo ela a sétima filha da família de artistas. Nesta quinta-feira (3), visitando sua cidade natal, se apresentará no Festival Campão Cultural, no teatro de arena da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), às 19h.
Na ocasião, Alzira E, Marcelo Dworecki, Cuca Ferreira, Daniel Verano e Fernando Thomaz se encontrarão no estúdio para produzir o álbum Mata Grossa. Neste segundo disco do grupo, Alzira destila uma poesia reflexiva sobre a vida, o tempo e a natureza, enquanto o som do corte provoca gritos de urgência para a expansão da consciência.
O disco foi considerado um dos 50 melhores do ano de 2023 de acordo com a APCA, e o show um dos melhores de 2023 pela Scream&Yell.
Alzira e a família Espíndola
Em 1978, junto aos seus irmãos, grava o primeiro LP, Tetê e o Lírio Selvagem. Em 1985, radicou-se em São Paulo, dando início a sua carreira solo. Em 1988 em parceria com Itamar Assumpção, ícone da vanguarda paulista, desenvolve, aprimora e dá foco a suas composições. A parceria com poetas é uma constante na trajetória da compositora, sempre em busca de inovação e valorização poética.
Hoje com mais de 160 músicas gravadas, suas composições já foram interpretadas por grandes cantores da MPB: Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Lucina, Luhli, Maria Alcina, Simone, Fabiana Cozza, Filipe Catto, Zélia Duncan, Peri Pane, André Abujamra, Trupe Chá de Boldo e tantos outros.
Suas composições carregam influências do pop, do rock, da música regional do centro-oeste, presente nos ritmos tercinados, pela influência da cultura de fronteira e de suas raízes latinas (Paraguai, Bolívia, Uruguai e Argentina). Gravou 14 discos, que registram sua presença na música brasileira contemporânea, mantendo posições marcantes de vanguarda e de inovação.
Em 2019 lançou o álbum Recuerdos, com Tetê Espíndola e participação especial de Ney Matogrosso, pelo selo SESC, disco que completa o projeto das irmãs, de memórias musicais, que teve seu início em 1998 com o CD Anahí. Em 2016 , Alzira E junto ao músico e produtor Marcelo Dworecki criaram o projeto da banda Corte que teve seu CD homônimo lançado em 2017.
Em 2020 lançou com a banda o single “A Terra” com poema de Eunice Arruda e musicado por Alzira E, e o projeto audiovisual “CORTE Vivo em SP” gravado no Itaú Cultural. Em 2021, o grupo gravou “CORTE no Quintal da Bruxa” apoiado pelo Proac Lab. Realizou o show “O Que Vim Fazer Aqui” na “Virada SP Online na plataforma #Culturaemcasa”, projeto de suas parcerias com Itamar Assumpção; e com Iara Rennó, participou do projeto “Em Casa Com Sesc”, exibido nas redes sociais.
Com mais de 40 anos de atuação no campo da música, Alzira E reafirma-se, sempre, como uma referência para a composição feminina contemporânea brasileira.