O CMO (Comando Militar do Oeste) junto com o 9º BE CMB (Batalhão de Engenharia de Combate) realizaram um momento histórico em Aquidauana, nesta sexta-feira (27), ao reproduzirem o envio de tropas sul-mato-grossenses na Segunda Guerra Mundial. A simulação faz parte da comemoração aos 80 anos da FEB (Força Expedicionária Brasileira).
No dia 2 de julho de 1944, os militares sul-mato-grossenses embarcavam no navio, em direção à Europa. A tropa passou um período no Rio de Janeiro e, logo após, seguiram para a Itália. Dessa forma, ofereceram a própria vida na luta contra o Nazifascismo.
Assim, paramentados com os mesmos uniformes usados pelos soldados em 1944, os militares fizeram uma simulação, usando trem e navio, para representar esse episódio histórico. Durante o evento também simularam a montagem da ponte Bailey, que tem montagem e desmontagem rápida, além de suportar 80 mil toneladas.
Ao todo, entre 1944 e 1945, mais de 25 mil militares da FEB cruzaram o oceano para se juntar no combate ao Totalitarismo na Europa. Além disso, o Brasil foi o único país latino americano a enviar tropas para o conflito. Tudo acabou em 8 de maio de 1945, quando as forças aliadas comemoraram a vitória contra o nazifascismo.
De todos os pracinhas que estiveram no combate, apenas um se encontra vivo, hoje com 105 anos. O ex-soldado, chamado Justino, mora hoje em Ponta Porã. Contudo, devido à idade avançada, não pode comparecer ao evento em Aquidauana.

Reinauguração do Museu da FEB
Na ocasião, o Batalhão de Aquidauana também reinaugurou o museu da FEB. De acordo com a tenente e museóloga kaunna Vasconcelos, o museu conta com doações de itens que os soldados usaram na Segunda Guerra. Esses foram doados pelos familiares, de vários municípios do estado.
“Esse museu já existe há 15 anos e é muito visitado por estudantes e universitários. Agora passou por uma remodelagem e tem aqui itens que os soldados usaram durante a Guerra. Muitos deles, são doações de familiares dos pracinhas. Foi um momento histórico quando o Exército inaugurou em Aquidauana e muitos se alistaram para atuar na Guerra. Não só em Aquidauana, como Jardim, Nioaque e até Bela Vista, é possível encontrar familiares de quem se alistou”, explica.
