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Batizar vidraçaria de Chernobyl foi a saída para proprietário em MS: ‘nome não define’

Proprietário de vidraçaria chamada Chernobyl revela história peculiar por trás da escolha do nome
João Ramos -
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Aos 22 anos, Rafael é vidraceiro desde os 15 e este ano decidiu abrir sua própria vidraçaria: a Chernobyl do Nova Lima - (Fotos: Arquivo Pessoal)

No bairro Nova Lima, em (MS), uma vidraçaria com nome inusitado chama atenção. Batizado de “Chernobyl”, o empreendimento causa curiosidade daqueles que se deparam com a divulgação do local nas redes sociais. A pergunta é geral: “Por que esse nome?”.

O título faz alusão à Chernobyl, cidade onde ocorreu o maior acidente nuclear da história, em 1986, na então União Soviética, quando o reator número 4 da central nuclear sofreu um colapso. A espalhou radiação por uma área enorme que acometeu além dos limites fronteiriços do município onde a usina funcionava.

Muitas pessoas morreram e a maioria das que sobreviveram adquiriram doenças e sofrem até os dias atuais pelo contato imediato com a radiação, que inclusive, permanece no local e faz a região de Chernobyl ainda ser interditada quase 40 anos depois do acidente.

Mas, voltando ao estabelecimento campo-grandense que usa o nome em referência à tragédia, segundo o proprietário, Rafael Oliveira, a definição aconteceu em meio ao acaso e sim, provoca questionamentos de quase todos os clientes que encomendam um serviço da loja.

Alguns trabalhos da Vidraçaria Chernobyl - (Fotos: Arquivo Pessoal)
Alguns trabalhos da Vidraçaria Chernobyl – (Fotos: Arquivo Pessoal)

Proprietário revela por que decidiu chamar sua vidraçaria de Chernobyl

Ao Jornal Midiamax, o empresário revela a história por trás de sua exótica escolha. “A vidraçaria é recente, abri no começo do ano e ela ficou alguns meses sem nome. Todos os nomes que eu queria e pensava, quando ia pesquisar, descobria que já tinha uma outra empresa chamada do mesmo jeito aqui em Campo Grande ou em outras cidades”, contextualiza.

Por isso, de março até julho, o empreendimento localizado no bairro Nova Lima funcionou sem uma identidade. Era apenas vidraçaria. E a ausência de um título agoniava o rapaz de 22 anos.

“Até que um dia, em julho, eu assisti a um documentário sobre o desastre nuclear de Chernobyl no YouTube e me veio a ideia do nome. Pensei que ninguém iria querer usar e logo fui pesquisar para ver se já existia alguma vidraçaria chamada assim. Mas não, não tinha nenhuma. Então decidi que a minha vidraçaria iria se chamar Vidraçaria Chernobyl, revela o proprietário.

De acordo com Rafael, a aposta foi na originalidade, com a intenção de não haver confusões entre nomenclaturas de estabelecimentos. Além disso, a história de Chernobyl, é claro, lhe chamou a atenção, fazendo-o enxergar o nome emblemático e conhecido por todos como um cartão de visitas.

“Nome não interfere na qualidade”, afirma dono da Vidraçaria Chernobyl

No entanto, vale lembrar que o termo Chernobyl é usado de maneira pejorativa pelos brasileiros quando querem se referir a algo ruim ou metaforicamente “radioativo”. “Fui num lugar muito Chernobyl ontem”, “Aqueles tomates estavam Chernobyl”, “Esse celular é Chernobyl” são alguns exemplos.

Ainda assim, questionado a respeito do polêmico nome de sua vidraçaria, o é enfático ao responder: O nome não interfere na qualidade. Continuo entregando serviços com ótimo acabamento e não acho que isso espante a clientela”, afirma.

Conforme Rafael, quase todos os clientes pedem uma explicação sobre a nomenclatura da vidraçaria e riem quando descobrem a história.

Já em relação ao interesse por Chernobyl, o rapaz de 22 anos comenta que teve acesso ao tema ainda na época da escola, mas revisitou o assunto ao assistir o documentário. Foi mais por conhecimento pessoal mesmo, é sempre bom agregar, entender”, relata Rafael, que trabalha como vidraceiro desde os 15 e este ano finalmente conseguiu abrir sua própria vidraçaria: a Chernobyl do Nova Lima.

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