Danadinhas? Espécie temida das águas pantaneiras, piranhas criadas no Bioparque Pantanal se reproduziram de forma inédita no complexo de aquários da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Pertencentes ao grupo de peixes carnívoros de água doce e com uma das mordidas mais fortes entre os peixes, a espécie, inclusive, foi flagrada no momento do acasalamento, fazendo uma dança com “tremor lateral” na frente de todos.

A situação foi exposta com orgulho pelo próprio Bioparque Pantanal, que comemorou a reprodução. “Aqui nesse tanque está ocorrendo a desova de dois casais de piranha. E esse registro, pra nossa alegria, é um registro inédito de reprodução pra ciência no Brasil”, diz a diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri.

Heriberto Gimênes, biólogo do Bioparque Pantanal, dá detalhes sobre o acasalamento das piranhas no local. Conforme o profissional, o tanque foi palco da desova simultânea de dois casais de piranhas. “O registro da reprodução da piranha pantaneira em ambiente de aquário é muito raro e nesse momento nós conseguimos acompanhar a desova, onde é possível observar dois casais próximos um de cada lado do tanque, onde eles construíram ninhos”, continua o biólogo.

“E eles depositam os ovos nesses ninhos e cuidam até o momento da eclosão. Esse comportamento consiste na formação desse casal, onde macho e fêmea ficam nadando lado a lado e aí eles escolhem esse substrato e começam a fazer uma dança do acasalamento que nada mais é que um tremor lateral”, detalha Heriberto.

De acordo com o biólogo, após a dança do acasalamento, as piranhas depositam ovinhos em uma desova que pode durar de duas a três horas. Só que as fêmeas participam apenas dessa parte.

“Depois da desova, só o macho vai cuidar desses ovos. O macho vai ficar solitário e vai ficar oxigenando os ovos fazendo movimentos circulares de modo que a água passe nesses ovinhos e não crie uma barreira com fungos e outros parasitas”, conclui Heriberto.

Assista ao acasalamento de piranhas no Bioparque Pantanal:

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