De acordo com o dicionário, a palavra frisson significa empolgação intensa ou emoção forte que toma conta de uma ou várias pessoas, geralmente causando alvoroço. E é justamente essa sensação de entusiasmo que acometeu os campo-grandenses com a chegada da loba do Bioparque Pantanal.

Apelidada de Delinha, a loba do Bioparque (ou cachorro-do-mato) também tem despertado muita curiosidade e, praticamente, roubou os holofotes no complexo nos últimos dias. Diante de tamanho interesse da população, é claro que os “fiscais de plantão” logo começariam a criticar ou questionar alguns pontos envolvendo a estadia do animal no ponto turístico.

O complexo, por sua vez, tem feito questão de responder todas as dúvidas, sem deixar pontas soltas para esclarecer o bem-estar garantido à loba Delinha. Depois que ela foi apresentada ao público, muitos passaram a indagar sobre o espaço em que o cachorro-do-mato está realocado no local. “Parece tão apertado para um animal desses”, disparou uma seguidora.

Para tanto, Carla Kovalski, bióloga-chefe do Bioparque Pantanal, responde que esta é uma preocupação muito válida. “Os recintos para animais em exposição devem respeitar as dimensões exigidas pelas instruções normativas e, sempre que possível, complementar com áreas de vegetação e cambiamento. O recinto da Delinha conta com todas essas características, ela tem opção de escolha e está desfrutando de um ambiente adequado para as suas exigências”, explica a profissional.

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Loba foi batizada com o nome de Delinha – (Fotos: Nathalia Alcântara, Midiamax e Reprodução, Bioparque Pantanal)

Integração da loba ao Bioparque Pantanal

Em relação ao nome e à integração da loba ao plantel, a diretora-geral do complexo comenta. “A loba chega ao Bioparque conectada à proposta do empreendimento, tendo um papel educativo e trazendo também toda uma representatividade cultural. O nome Delinha foi pensado com todo carinho, de uma forma especial, buscando não só valorizar a artista, mas todo significado que ela teve para a sertaneja sul-mato-grossense”, acrescenta a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri.

Vander Ferreira, gerente de recursos pesqueiros e fauna do Imasul, também ressalta a importância do abrigo para a loba Delinha.

“Pra nós é uma grande satisfação poder ver um animal desses sendo recebido em um ambiente que tem total condição de fazer o manejo, o bem-estar que ele precisa. O mais importante do Bioparque é a questão da educação ambiental. O primeiro objetivo do Cras é fazer a soltura do animal na natureza, não havendo essa possibilidade, é importante que nós tenhamos projetos como o Bioparque pra poder receber um animal desse com qualidade e ainda proporcionar educação ambiental”, diz ele.

Delinha, a loba do Bioparque - (Foto: Eduardo Coutinho)
Delinha, a loba do Bioparque – (Foto: Eduardo Coutinho)

“Ela chegou pra nós em outubro de 2021, filhote ainda, trazida pelos Bombeiros. Alguns animais, quando chegam filhotes, perdem um pouco da característica do animal selvagem de fuga, de aprender a caçar. Então a gente tem que dar uma destinação que não é a soltura”, complementa Aline Duarte, coordenadora do Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

Carla Kovalski, a bióloga-chefe do complexo, ressalta: “Nós adaptamos todo o recinto pra receber ela, foi feito com muito cuidado, respeitando todas as normas de instruções normativas, pra que ela tenha bem-estar e qualidade de vida, assim como a gente proporciona pra todos os animais aqui do Bioparque Pantanal”

Delinha, a loba do Bioparque Pantanal

Delinha, a nova moradora do Bioparque Pantanal, foi resgatada da natureza, órfã, aos dois meses de vida, em (MS). O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que levou o animal para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), onde cresceu e se adaptou ao convívio com humanos.

E foi por ser considerada inapta para voltar à natureza que a loba (ou cachorro-do-mato) ganhou um novo lar no Bioparque. Agora, sua história será contada aos e também servirá para impulsionar campanhas de preservação e conservação de espécies.

Vale lembrar que o Bioparque Pantanal abriga, justamente, animais que não conseguem mais viver em seu habitat natural, como a sucuri Gaby e outros resgatados pelo Cras.

“Como seguimos o conceito moderno de aquários e zoológicos, só temos em ambiente controlado animais que não podem voltar para a natureza, que geralmente são apreendidos, ou de tráfico ilegal de animais. Aqui os animais não são objetos de contemplação”, garante ao Jornal Midiamax a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri.

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