O que rolou? Visitar o Bioparque Pantanal, principal ponto turístico de Campo Grande, para ver os belíssimos animais em tanques de água e se deparar com pegadas “gigantes” e molhadas espalhadas pelo complexo pode fazer a imaginação ir longe.

E, ao que parece, é comum passear pelo local e dar de cara com esses rastros. Tanto que o próprio Bioparque Pantanal decidiu dar luz ao assunto.

Após visitantes verem um longo “caminho” molhado de pegadas pelos corredores do Bioparque Pantanal, o complexo de aquários optou por esclarecer a situação.

“Já viram essas pegadas pelo complexo? São dos nossos mergulhadores se deslocando para fazer a manutenção nos taques”, elucidou o Aquário, explicando que as marcas realmente são deixadas por humanos e não por nenhum animal que escapou do tanque em que vive.

Veja:

Mas, afinal, como é feita a limpeza dos 31 aquários que estão em exposição ao público?

O primeiro ponto a ser ressaltado é que o trabalho de limpeza dos tanques é feito por quatro profissionais capacitados em diferentes áreas de formação, como biólogos e aquaristas. Os mergulhadores possuem anos de prática em mergulho e toda vez que descem em algum aquário contam com um colega na parte de fora do tanque para dar suporte, caso aconteça um imprevisto.

A limpeza em cada tanque exige tempo e trabalhos diferentes, a depender da especificidade do aquário, como mergulhos rasos ou com alguns metros de profundidade. Por exemplo, no tanque com peixes da Europa, em que a temperatura varia entre 18°C e 20°C o ano inteiro, são usadas três camadas de roupa de material neoprene para garantir o conforto térmico do mergulhador. 

Já no aquário com peixes amazônicos, que precisam de temperaturas elevadas, o serviço não exige tantas camadas de vestimenta. 

Se o espaço é pequeno, a manutenção é finalizada no mesmo dia. Caso seja maior, como é o caso dos tanques externos, a limpeza pode levar até dois dias para ser concluída. Cada mergulhador pode ficar até quatro horas por dia dentro da água.

Curso de mergulho 

Os mergulhadores do Bioparque são certificados com um curso de mergulho, com horas teóricas e práticas.

Na formação é ensinada a maneira correta de colocar o equipamento e como fazer um mergulho correto para o bem-estar dos profissionais e dos animais. 

O Bioparque Pantanal conta atualmente com quatro mergulhadores para fazer a manutenção, mas a diretora afirma que a equipe de manejo, que cuida da alimentação e também já fez o curso de mergulho, também pode complementar o trabalho nos tanques. 

“São equipes integradas, porém cada um tem suas particularidades. Mas a equipe de manejo também fez o curso de mergulho e, eventualmente, se precisar, eles podem dar um suporte”, conta a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri.

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