O artista plástico Humberto Espíndola, que completou 80 anos no último dia 4 de abril, tem nove obras expostas no MIS-MS (Museu da Imagem e do Som), em Campo Grande. As telas fazem parte da história e sul-mato-grossense, sendo oito delas pintadas em 1978 e intituladas na série “Divisão de Mato Grosso”. A exposição se inicia nesta quarta-feira (19), às 19h.

Conforme a (Fundação de Cultura do Estado), as obras já fazem parte do acervo cultural do museu e agora expostas ao público na exposição “MARCO visita o MIS – Humberto Espíndola”.

Ao buscar referências, a pesquisadora da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Catia Mendes Pereira, ressaltou que o artista plástico, influenciado pela Pop Art, sempre buscou temas que retratassem o estilo de vida mato-grossense.

Humberto Espíndola. Foto: FCMS/Reprodução

Na época, ele então percebeu que o estilo de vida local era rural, baseado na agricultura e na bovinocultura. “Muitos que viviam em não entenderam a ‘proposta da bovinocultura' e chegaram a crer que ela pudesse ser uma crítica do artista ao estilo de vida local, mas, estavam enganados. Na verdade, Humberto Espíndola, por meio da figura do boi, buscou tecer uma crítica aos generais, à ditadura militar, que teve início em 1964, e ainda discutir as fronteiras da animalidade e da humanidade”, avaliou.

O diretor-presidente da FCMS, Max Freitas, também ressaltou a importância de se homenagear artistas regionais. “Humberto Espíndola é um expoente da nossa cultura, algumas de suas peças que hoje fazem parte do acervo do Marco estarão em exposição, elas contam em cores e desenhos a história da nossa terra e uma fase importante para nosso estado, vale muito a pena contemplar cada de arte que será exposta”, argumentou.

Quais são as obras?

São elas: O nascimento de MS, O Sopro, Pecus e Pecúnia discutem a Divisão, Cidades Rivais, O Arcebispo, Dividire per multiplicare, Eterna saudade, O Passeio do general.

Onde fica o MIS-MS?

O Museu da Imagem e do Som fica no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania Apolônio de Carvalho, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Centro. Mais informações pelo telefone: (67) 3316-9178.