Imagem emblemática de um momento inesquecível. Biólogo conservacionista, fotógrafo da natureza e diretor da SOS Pantanal, Gustavo Figueirôa decidiu tatuar na perna um dos avistamentos de onças-pintadas mais marcantes que já presenciou, quando o carro em que estava foi cercado por três majestosas “amarelas”.

O biólogo tem uma relação de amor com as onças e atua diretamente na preservação dessa espécie. E é por isso que a imagem gravada em sua perna direita tem um significado mais que especial. 29 de novembro é o dia da onça-pintada e, para celebrar a data, o MidiaMAIS separou uma história que vai ficar marcada para sempre na vida do profissional.

“A tatuagem é de uma foto que eu tirei, de um dos encontros mais incríveis que tive com onças. Eu trabalhava na ONG Onçafari na época e nós estávamos acompanhando há quase um mês a Esperança, primeira fêmea que começou a ser monitorada por lá, com uma cria de três filhotes de aproximadamente 1 ano e meio. Mas não conseguimos chegar perto o suficiente para conseguir identificar o sexo dos pequenos”, conta Gustavo ao Midiamax.

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Outra imagem, da mesma onça, no mesmo avistamento – (Foto: Gustavo Figueirôa)

“Ficaram curiosos”, diz biólogo sobre a proximidade das onças

No dia desse avistamento único, a equipe que acompanhava os passos dos felinos passou quatro horas junto com os animais. “Nosso carro foi cercado por eles, enquanto a Esperança ficou deitada perto da carcaça que eles estavam comendo, do animal que tinham matado. Os filhotes cercaram a gente, ficaram curiosos, e essa foto que eu tatuei, eu tirei sem zoom”, relembra o biólogo.

“Eu estava dentro do carro, na janela, com a câmera na mão e ela estava bem próxima da porta, do lado, olhando pra mim. Enquanto isso, os outros irmãos dela, um estava na frente do carro e o outro atrás”, descreve.

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Comparação entre a tatuagem e a imagem original – (Fotos: Gustavo Figueirôa)

Marcado no corpo

Finalmente, após um bom tempo de espera, os biólogos do Onçafari conseguiram identificar o sexo dos três filhotes: eram duas fêmeas e um macho. “Não ficamos com medo em nenhum momento porque elas estavam curiosas tentando entender o que era aquilo. Esse avistamento foi muito especial”, explica ele ao Jornal Midiamax.

“Foram quatro horas, uma relação de confiança muito bacana. Os filhotes ficaram a três metros da gente, deitados, brincando, dormindo. A gente passou muito tempo juntos e eu sempre falei que quando fosse fazer uma tatuagem seria de alguma foto. Tinha que ser essa a escolhida”, finaliza.

A onça da foto é a Savanah e encontro aconteceu em setembro de 2014, no Refúgio Ecológico Caimã, no pantanal sul de Aquidauana. Já a tatuagem foi realizada em 2019, cinco anos depois, e fará Gustavo carregar não só na memória, mas também no corpo, a proximidade com o maior felino das Américas.

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A imagem que ele tatuou, fotografada sem zoom – (Foto: Gustavo Figueirôa)

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