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'Quando alguém espirra, dá medo': a experiência de voltar a frequentar os cinemas em Campo Grande

Já há até reclamações a respeito das enormes filas em algumas redes da Capital

João Ramos e Nathália Rabelo Publicado em 16/11/2021, às 11h15

Sala de cinema do MIS-MS volta a funcionar com metade da ocupação
Sala de cinema do MIS-MS volta a funcionar com metade da ocupação - (Foto: Leonardo de França/Midiamax)

Com o recuo da pandemia, fãs de cinema, que antes se sentiam inseguros para voltar a viver fortes emoções, agora já conseguem retornar às salas menos preocupados com a Covid-19 em Campo Grande. Depois de quase dois anos sem sentar em uma poltrona para assistir aos filmes nos telões, a estudante Kamila Campos conta que não via a hora da experiência poder voltar a acontecer.

"É indescritível. Vi algumas estreias em casa nesse período, mas poder voltar agora, nesse recomeço, acho que teve uma emoção ainda maior. A gente não consegue se sentir 100% seguro, quando alguém espirra dá um medo, gela tudo, mas pelo menos onde eu fui não estava com lotação máxima e também tinha distanciamento entre as cadeiras", relatou a jovem de 22 anos.

Lucas Viana, também estudante, diz não sentir medo nenhum, nem com a aglomeração e com as filas enormes que os cinemas de Campo Grande já voltaram a formar com o avanço da vacinação. "Estou tranquilo, foi bem de boa. Foi a galera toda pra assistir, tinha gente comendo na sala, tá tudo igual antes, a única diferença é a máscara, que continua sendo obrigatória e beleza", disse ele, que tem 23 anos.

O Jornal Midiamax procurou as assessorias das redes que operam na Capital sul-mato-grossense, mas tanto o Cinemark, quanto o Cinépolis e o UCI não responderam aos questionamentos a respeito da atual biossegurança e o funcionamento dos cinemas de suas empresas. Em contato com os shoppings que abrigam os serviços, funcionários informaram que, nos três, a lotação máxima não está permitida, operando com público reduzido e mantendo a obrigatoriedade das máscaras, conforme decreto.

Os funcionários relataram ainda que, ao fim de cada sessão, uma equipe higieniza todo o ambiente e as poltronas com álcool, e o mesmo é oferecido para os clientes.

Reclamação

Nas redes sociais, campo-grandenses já reclamam das filas enormes, especialmente para a compra de pipoca e refrigerantes em algumas redes. A principal reclamação é de que a fila não anda e, por isso, alguns não conseguem comprar sua pipoca antes da sessão começar e nem comê-la assistindo aos filmes.

"Ah, eles agora vão ter que se ajustar novamente. Pelo jeito, pensaram que não voltaria a ter tanto movimento mesmo depois que reabriram. Mas eles têm que ver isso logo porque só um atendente pra tudo isso de gente é pouco mesmo", opinou Taihara Maluf em publicação no grupo Aonde Não ir em Campo Grande.

O tempo de espera ultrapassa e há até quem fique na fila esperando a pipoca enquanto o filme já está sendo exibido, perdendo assim, boa parte da história. A situação mostra que a procura voltou a ser normalizada, e apesar dos funcionários garantirem que as salas não estão com funcionamento máximo, as redes oficiais não deram retorno ao MidiaMAIS. O espaço segue aberto para manifestações e esclarecimentos.

De graça...

Parado há mais de um ano por causa da pandemia de Covid-19, o cinema que integra o MIS-MS (Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul) voltou a receber público na sexta-feira (12) com o projeto "Cine Mulher". Evento marcou o retorno das atividades presenciais no espaço, respeitando as normas de biossegurança e com entrada gratuita.

Segundo Marinete Pinheiro, coordenadora do Museu, a sala de cinema tem capacidade para 70 lugares, mas volta a funcionar com metade da ocupação, ou seja, 35 cadeiras. As pessoas devem respeitar o distanciamento entre as poltronas. Além disso, é obrigatório o uso de máscara e álcool em gel.

As sessões acontecerão mensalmente no MIS, no período vespertino. Vale lembrar que o retorno do MIS-MS ao público acompanhou a reabertura da FCMS (Fundação de Cultua de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.

"Teve um momento que foi bem restrito, as pessoas realmente não podiam entrar sem autorização. Depois foi flexibilizando e hoje decidimos abrir para o público [...] a gente está nessa expectativa, parece que a gente fica esperando o normal, como era antes, mas de olho em todos os cuidados que a gente deve ter", contou Marinete ao Jornal Midiamax.

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