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Na terra do boi, empresária sente na pele desvalorização de roupas feitas em couro

Recente em MS, marca de roupas conquista clientes, mas empresária fala sobre a desvalorização com peças regionais

Nathália Rabelo Publicado em 19/04/2021, às 16h01

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Foto: Arquivo Pessoal

Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros que mais detém poder econômico proveniente da pecuária. Seja para venda – inclusive para o exterior – ou consumo no território, o fato é que o boi é valorizado. Partindo desse princípio, é fácil imaginar que roupas em couro também são valorizadas na região, certo? Errado. A empresária Renata Miranda Jorge tem a própria confecção de peças em couro e fala sobre a dificuldade na hora de colocar a marca nas prateleiras de Campo Grande.

Renata, 54 anos, é psicóloga e designer que abriu a própria marca de roupas há 1 ano e 6 meses em Campo Grande. Voltada para a confecção de peças de pelica – couro – com cortes finos, modelagens elegantes e cores vibrantes, a idealizadora explica que, na Capital, há uma desvalorização quanto às marcas regionais.

“Existe uma a cultura de não valorizar as empresas que nascem aqui. Existem marcas genuinamente sul-mato-grossense que têm feito sucesso para fora do Estado. Creio que por uma questão de tempo isso venha acontecer com a gente”, comenta a designer, que também sentiu o impacto da pandemia na hora de expandir as peças para o território sul-mato-grossense.

Mesmo assim, as roupas carregadas em personalidade e estilo tem ganhado o coração das clientes. Assim, a marca já chegou em vários outros Estados, como São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Não é à toa que as peças chamaram a atenção da grife brasileira Luiza Barcelos para parcerias e campanhas.

Confecção

O couro usado na confecção das peças vem de Rio Grande do Sul e São Paulo, uma vez que o curtume de MS ainda não atende para a finalidade de roupa. Renata contou ao Midiamax que é responsável por desenhar as peças, depois manda para a modelagem e, por fim, para a equipe de costureiros que vão dar vida às roupas.

Questionada sobre os planos futuros para que a marca consiga chegar com mais facilidade nas prateleiras regionais, ela explica que todos os dias trabalha para acabar com o preconceito existente.

“Temos que acreditar sempre, uma hora isso irá mudar! Temos marcas em todos segmentos aqui no nosso estado que tem que ser reconhecidas”, finaliza Renata.

Quer conhecer um pouco mais da marca criada em Mato Grosso do Sul? Confira no Instagram, clique aqui.

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