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Mudas são plantadas no Parque dos Poderes após incêndio e podem levar 10 anos para recompor paisagem

No ato simbólico do início do plantio, nesta terça-feira (21), apenas mudas de ipês branco, amarelo e roxo foram plantadas

João Ramos Publicado em 21/09/2021, às 10h55

Apenas mudas de ipês inauguraram o reflorestamento nesta terça
Apenas mudas de ipês inauguraram o reflorestamento nesta terça - (Foto: Marcos Ermínio)

O Parque dos Poderes começou a ser reflorestado depois do incêndio de proporções assustadoras que destruiu cerca de 5 hectares da vegetação do local. 500 mudas foram doadas pela concessionária Águas Guariroba, mas, segundo Daniel Escobar, prefeito do Parque, há a estimativa de plantar pelo menos 1500 mudas.

"A gente tá só esperando a mudança do clima, as chuvas chegarem e já começaremos o plantio", esclareceu Escobar. De acordo com o prefeito, a administração está trabalhando na prevenção de um possível acidente com proporções parecidas. "Pra gente poder se preparar, evitar, com um sistema de irrigação que possamos ligar e combater o fogo", contou.

No ato simbólico do início do plantio, nesta terça-feira (21), apenas mudas de ipês branco, amarelo e roxo foram plantadas em uma das áreas queimadas, a fim de dar início ao processo de reflorestamento.

"Na realidade, aqui é um plano de médio a longo prazo, então a gente está se comprometendo a doar essas mudas para a prefeitura do parque dos Poderes. No nosso viveiro temos diversas mudas nativas do cerrado, são mais de 30 espécies, e aí serão elas que serão plantadas, as mesmas que estavam aqui e foram destruídas pelo fogo", explicou Fernando Garayo, gerente de meio ambiente e qualidade da Águas Guariroba.

Prefeito do Parque dos Poderes plantando muda (Foto: Marcos Ermínio)

Apesar do esforço e da grande quantidade de mudas a serem cultivadas, ainda vai demorar um bom tempo para que o Parque consiga recompor a paisagem. "Olha, uma árvore, para atingir o porte adulto, depende muito da espécie, mas estamos falando de pelo menos algo em torno de 8 a 10 anos. Realmente, é um processo muito longo. É a natureza, ela tem esse tempo", disse Garayo ao Jornal Midiamax.

Uma das áreas mais atingidas pelo incêndio foi a da Acadepol, já que o fogo criminoso começou atrás do prédio da delegacia. "Área considerável, temos uma preocupação grande com isso aqui, ficamos muito tristes e chateados com tudo que aconteceu", afirmou o Roberto Gurgel, diretor da Academia de Polícia.

"Para nós, é a retomada. Ver a nossa casa voltando a ter a vegetação que sempre foi peculiar é, não só para os policiais civis, mas para todo o Parque, um alento", finalizou Gurgel, comentando a respeito do plantio de mudas.

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