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Mestranda da UEMS cria jogo de cartas para ensinar sobre mulheres na história do Brasil

Independente de faixa etária, o jogo serve como instrumento didático para professoras e professores, diz a idealizadora

João Ramos Publicado em 25/05/2021, às 11h56

O jogo possui 60 cartas com informações sobre o perfil e atuação de diversas mulheres
O jogo possui 60 cartas com informações sobre o perfil e atuação de diversas mulheres - (Divulgação)

Diante dos altos índices de violência contra mulher, uma professora do interior do Estado de Mato Grosso do Sul, mestranda da UEMS no curso de história, desenvolveu um jogo de cartas, capaz de apresentar a mulher em várias etapas da história e valorizar figuras importantes.

Criado por Crislaine Matias Tavares Dias, o jogo educativo tem por finalidade incentivar os alunos e alunas da educação básica a conhecerem o protagonismo das mulheres brasileiras na história do país.

A pesquisa que gerou o a brincadeira recebeu O título: “A (in)visibilidade das mulheres no ensino da História do Brasil: o jogo como recurso pedagógico para a história das mulheres”, e a partir dela, Crislaine, sob orientação da professora Marinete Zacharia Rodrigues, desenvolveu o jogo “Minas de luta na História do Brasil”, um material didático atraente, objetivo e motivador, que pode ser usado nas salas de aula do ensino fundamental e ensino médio.

O jogo possui 60 cartas com informações sobre o perfil e atuação de diversas mulheres. As categorias selecionadas para apresentação no jogo são: Mina de Negócios, Mina em Revoltas e Guerras, Mina Pioneira, Mina na Política, Mina de Liderança e Mina pela Democracia.

Jogo é produto de pesquisa de mestrado (Divulgação)

Contribuição

“Independente de faixa etária, o jogo serve como instrumento didático para professoras e professores, trabalharem temas relacionados com o protagonismo e participação ativa das mulheres, na formação da sociedade brasileira, em diferentes tempos e espaços”, explica a mestranda.

Ainda de acordo com Crislaine, o material pode contribuir para as discussões sobre a invisibilidade das mulheres no ensino de história e as desigualdades sociais, políticas e civis, entre homens e mulheres, que se manifestam atualmente no ambiente de trabalho, familiar e lazer.

“Como o ensino de história pode atuar de modo a minimizar essa problemática? Um dos caminhos é desnaturalizar o papel dos homens como sujeitos supremos na história, isto é, dar lugar às mulheres, como agente presente na história do Brasil. A partir da utilização das narrativas femininas através das cartas do jogo, deve-se abrir espaço para a discussão das relações de gênero, entendendo que os papéis sociais para homens e mulheres são construídos ao longo do tempo e, portanto, podem ser modificados para uma relação de poder mais justa e equitativa”, destaca Crislaine.

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