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Junho Vermelho: Campanha incentiva doação de sangue em Campo Grande

Conheça a origem do movimento, como funciona e por que é tão importante ser um doador

Carlos Yukio Publicado em 01/06/2021, às 17h00

A campo-grandense Giovana Neves Rodrigues Ferreira há 16 anos doa sangue (Divulgação, UnimedCG)
A campo-grandense Giovana Neves Rodrigues Ferreira há 16 anos doa sangue (Divulgação, UnimedCG)

Quem precisa de sangue depende da generosidade da população. Isso porque não existe nenhum medicamento que substitua a doação ou uma forma de fabricar sangue. Para alertar as pessoas a respeito da importância de aumentar o número de doadores no Brasil existe a campanha Junho Vermelho. O movimento visa envolver governo e população para aumentar os bancos de sangue no país. Um único gesto, de uma só pessoa, pode salvar quatro vidas. Esse mesmo gesto ser feito até três vezes ao ano durante 16 anos.  

Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, são feitas 3,4 milhões de doações de sangue ao ano no país. É preciso aumentar esse número e esse é o objetivo do Junho Vermelho. A campanha é uma iniciativa do movimento Eu Dou Sangue, criado em 2015. O mês de junho foi escolhido por dois motivos. Um deles é por conta do dia 14 desse mês, em que é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

A outra questão é de ordem mais prática: os meses mais frios, como junho, julho e agosto, registram uma baixa de doações nos hemocentros. O fato de este ser um período de férias escolares, em que mais famílias viajam, também contribui para a redução das bolsas de sangue.

O movimento, além de homenagear os doadores de sangue, busca chamar a atenção de mais pessoas para a necessidade de também realizar esse gesto de generosidade. As cidades, aos poucos, começam a aderir à campanha, iluminando de vermelho seus principais monumentos e prédios no mês de junho.

Como funciona o movimento?

Assim como ocorre com outros movimentos de conscientização para questões de saúde, como o Outubro Rosa, a ideia do Junho Vermelho é trazer a questão da doação de sangue à tona no mês de junho.

Dessa maneira, é fundamental que as pessoas, empresas e instituições de saúde participem do movimento. A população pode divulgar a campanha por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens e as organizações podem pensar em eventos voltados para a campanha.

Uma ideia é realizar palestras sobre a importância da doação, como ocorre o procedimento, explicações de quem pode doar etc. É essencial mostrar que as bolsas de sangue vão ajudar pacientes doentes, internados, em tratamento de anemia ou ainda quem sofreu algum acidente, destacando que uma única doação é capaz de salvar 4 vidas.

É possível também envolver os colaboradores e escolher um dia para todos vestirem vermelho e, assim, ajudarem a destacar a necessidade de mais doadores de sangue.

Para um resultado mais efetivo, as empresas podem organizar grupos de colaboradores para se dirigirem ao hemocentro mais próximo e, desse modo, realizarem a doação. Muitos profissionais até querem doar, mas ficam com receio de faltar no serviço (apesar de ser um direito garantido na legislação).

Como é feita a doação de sangue e quem pode doar?

Muitas pessoas sabem da importância de doar sangue, mas têm medo de agulha ou desconhecem a forma como é feita a doação. É preciso esclarecer que o procedimento é totalmente seguro, realizado com materiais descartáveis. Sem contar que o doador estará assistido por uma equipe treinada em hemocentros e hospitais.

A servidora da Unimed Campo Grande, Giovana Neves Rodrigues Ferreira relata que foi aos 18 anos que realizou a primeira doação de sangue. “Naquele momento soube que meu tipo sanguíneo é O-, a partir de então, ciente que esse tipo de sangue é universal e ajuda todos, porém só recebe dele mesmo, me senti na obrigação de ajudar todos que precisam”, frisa a campo-grandense que há 16 anos doa sangue. “A vontade de doar partiu do coração, de ajudar quem necessita. Para mim doar é vida, doar é amor, doar é esperança”, conclui. 

A cada coleta são retirados 450 ml de sangue, quantidade que o corpo é capaz de repor em até 72 horas. Assim, não há risco de qualquer problema para o doador. A única recomendação é respeitar o intervalo entre as doações:

  • homens devem esperar 60 dias entre uma coleta e outra ou realizar, no máximo, 4 doações em um ano;
  • mulheres devem esperar 90 dias para doarem sangue novamente ou realizar, no máximo, 3 doações no ano.

Requisitos para doadores

  • ter entre 16 e 69 anos — para aqueles com 16 a 18 anos incompletos é exigida a autorização dos responsáveis;
  • ter mais de 50 kg e estar em boas condições de saúde;
  • ter se alimentado antes do procedimento — mas é preciso evitar o consumo de comidas mais gordurosas 3 horas antes da doação;
  • estar descansado — a pessoa deve ter dormido pelo menos 6 horas no último dia;
  • levar um documento oficial com foto, como RG, CNH, Carteira de Trabalho etc.

Para mais informações, basta clicar AQUI para ficar por dentro dos requisitos necessários, telefones de contato e locais para doar. 

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