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Estética perigosa: os principais riscos da harmonização facial

Recentemente, Sarah, do BBB 21, compartilhou os resultados de seu procedimento, feito com êxito

João Ramos Publicado em 06/05/2021, às 11h25

Não foi a primeira harmonização da ex-sister
Não foi a primeira harmonização da ex-sister - (Reprodução)

O número de procedimentos de harmonização facial entre 2014 e 2019 cresceu de 72 mil para 256 mil ao ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. As redes sociais tiveram um papel importante na popularização da harmonização facial, mas o que pouco se fala é sobre os perigos do procedimento.

“Atendo pacientes de todas as faixas etárias, de 16 a 85 anos, e todos passam por um estudo no qual avaliamos a real necessidade do procedimento. A harmonização facial é na grande maioria das vezes um procedimento seguro, porém demanda habilidade e capacitação do profissional médico, pois podem ocorrer complicações graves e estas não podem ser desconsideradas”, conta a médica otorrinolaringologista e especialista em cirurgia plástica da face, Súrya Guérios Vasselai.

Pode ser perigoso

Segundo a especialista, o risco mais grave é de oclusão arterial por injeção inadvertida de produto dentro da artéria ou por oclusão extrínseca devido excesso de produto no local - causando compressão do vaso, o que pode acarretar em necrose de alguma região face e dependendo da região, até cegueira. Outro risco importante é a aplicação incorreta do produto, o que pode gerar o efeito contrário do esperado, ou seja uma assimetria na face ou exageros. Podemos ainda citar como risco a infecção no local da aplicação, que pode ser bastante grave e também deixar sequelas.

“O exagero nas aplicações é outro ponto de alerta. O paciente precisa passar por uma análise de medidas e com ele entender a necessidade ou não do preenchimento e em qual local existe a necessidade de volumizar”, explica a médica.

Gestantes, pacientes com doenças autoimunes não controladas e pessoas que estão com alguma infecção no local da aplicação do produto, como acne ou alergias, não podem fazer a harmonização facial. “Se o paciente estiver com a doença autoimune controlada e tratar a acne ou a alergia no local da aplicação é possível fazer o procedimento, sendo consideradas as contra-indicações relativas”, detalha.Já a alergia a componentes do produto, embora rara, é uma contra-indicação absoluta do paciente em realizar os preenchimentos faciais.

A especialista destaca também que antes de realizar o procedimento, o paciente precisa buscar informações sobre a clínica e o profissional responsável pela harmonização. “Um bom profissional vai minimizar os riscos e o paciente sairá satisfeito e sem nenhum dano à saúde. O paciente vai se sentir mais bonito e com a autoestima elevada. As complicações podem acontecer, porém um profissional capacitado irá identificá-las e corrigi-las prontamente, de forma a minimizar os danos e sequelas”, finaliza.

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