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Atriz douradense faz encenação online da peça ‘Cemitério Vertical’

No espetáculo, que estreia neste sábado, Rebecca Loise representa uma mulher artista, psicanalista e pesquisadora workaholic

Marcos Morandi Publicado em 24/07/2021, às 10h09

Rebecca Loise é psicóloga, mestra em Psicologia (PUC-SP) e atua como psicanalista
Rebecca Loise é psicóloga, mestra em Psicologia (PUC-SP) e atua como psicanalista - Divulgação

A douradense Rebecca Loise estreia espetáculo online neste sábado (24), às 20h (horário de Brasília). Na peça “Cemitério Vertical”, ela e mais um grupo de artistas relacionam conceitos de necropolítica com o cenário do Brasil atual e é um trabalho derivado de laboratório de criação voltado especificamente para o formato de interação remota e virtual entre artistas e público.

A cena chamada “Método de extermínio ou ‘Câmera’ de Gás Light”, trata-se de um solo de extermínio da vida anímica ou câmara de gás light de uma mulher artista, psicanalista e pesquisadora workaholic que vai perdendo sua memória, percepção e sanidade na medida em que seu companheiro se aproveita do isolamento social da pandemia do Covid-19 para enclausurar sua vida anímica com abusos psicológicos.

Além de atriz, Rebecca Loise é psicóloga e mestra em Psicologia (PUC-SP) e atua como psicanalista em consultório particular. Bailarina, escritora, poeta e amante das artes cênicas. Desde 2010, alimenta seu blog “De Sóis Noturnos” (www.rebeccaloise.blogspot.com).

O elenco de 12 artistas é formado por:  Diego Lima, Juliana Poggi, Lorena Garrido, Luís Paulon, Maria Amélia Lonardoni, Maria Eduarda Pecego, Michelle Braz, Paloma Alecrim, Paulo Castello, Rebecca Loise, Renato Izepp e Vinícius Aguiar. A assistência de direção e de provocação dramatúrgica é de Vitor Julian.

Significado de necropolítica

Os Estados modernos adotam em suas estruturas internas o uso da força, em dadas ocasiões, como uma política de segurança para suas populações. Ocorre que, por vezes, os discursos utilizados para validar essas políticas de segurança podem acabar reforçando alguns estereótipos, segregações, inimizades e até mesmo extermínio de determinados grupos.

Dessa ideia surge o termo “necropolítica”, questionamento se o Estado possui ou não “licença pra matar” em prol de um discurso de ordem. A origem do termo parte da obra do filósofo, teórico político, historiador e intelectual camaronês Achille Mbembe.

Mbembe nasceu na República dos Camarões, país da região ocidental da África Central, no ano de 1957. Atualmente é professor de História e de Ciências Políticas do Instituto Witwatersrand, em Joanesburgo, África do Sul e na Duke University, nos Estados Unidos.

Ele é reconhecido como estudioso da escravidão, da descolonização, da negritude e, também, como um grande leitor do também filósofo Michael Foucault, em quem se baseou para propor o livro “Necropolítica”, de 2011.

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