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Artista que esculpiu Manoel diz que manutenção seria mais barata que conserto e lamenta vandalismo em obra

'Eles vão continuar', afirmou o artista plástico sobre as ações dos vândalos

João Ramos Publicado em 19/04/2021, às 11h19

Poeta Manoel de Barros esculpido na Capital sul-mato-grossense
Poeta Manoel de Barros esculpido na Capital sul-mato-grossense - (Marcos Ermínio, Midiamax)

Emblemática no centro de Campo Grande, a estátua do poeta Manoel de Barros amanheceu depredada nesta segunda-feira (19). Vândalos arrancaram um dos pés da figura que fica localizada entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Rui Barbosa.

Arrasado com o ato de vandalismo, Ique Woitschach, artista realizador da escultura, afirma que tem falado com o Governo sobre a depredação da obra, e que não tem poder de exigir que coloquem câmeras ativas no local para inibir a ação que, segundo ele, vem acontecendo há pelo menos um ano e meio.

"E eles vão continuar, vão levar o outro pé agora, e ninguém vai fazer nada. A arte não tem a menor importância e valor em MS. Isso é patrimônio público e deveria ter esquema de vigilância permanente para evitar isso", desabafou indignado ao Jornal Midiamax.

De acordo com Ique, o custo de manutenção e preservação da estátua é muito baixo para a importância da obra e do homenageado. "Eu tenho avisado, mas ninguém fez nada. Os óculos estão sendo entortados e marretados", afirmou o artista plástico.

Escultura amanheceu sem um dos pés (Marcos Ermínio, Midiamax)

Roubando para vender como sucata?

Responsável por esculpir a estátua depredada, Ique Woitschach descarta a possibilidade do roubo para venda. "Não acredito que seja isso, o bronze derretido não tem valor nenhum", garantiu.

Entretanto, o Jornal Midiamax apurou que o preço do quilo do bronze está sendo cobrado por, em média, 20 reais em estabelecimentos que compram sucata na Capital.

Jornal Midiamax