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Saiba como identificar síndrome de Borderline, psicopatologia que afeta Raíssa de A Fazenda

Desde que protagonizou momentos de fúria, no reality A Fazenda, Raíssa Barbosa trouxe a tona uma psicopatologia até então desconhecida por muitas pessoas. Na formação da primeira roça, a vice-muss bumbum 2017 socou a cama, abafou gritos no travesseiro e se trancou no banheiro. O comportamento foi classificado pelos internautas como sintomas da síndrome de Borderline. […]

Bruna Vasconcelos Publicado em 07/11/2020, às 15h12

Peoa teve ataque de fúria na primeira roça (foto: Reprodução)
Peoa teve ataque de fúria na primeira roça (foto: Reprodução) - Peoa teve ataque de fúria na primeira roça (foto: Reprodução)

Desde que protagonizou momentos de fúria, no reality A Fazenda, Raíssa Barbosa trouxe a tona uma psicopatologia até então desconhecida por muitas pessoas. Na formação da primeira roça, a vice-muss bumbum 2017 socou a cama, abafou gritos no travesseiro e se trancou no banheiro. O comportamento foi classificado pelos internautas como sintomas da síndrome de Borderline.

A síndrome de Borderline é uma psicopatologia que se refere à saúde mental em que a pessoa apresenta uma instabilidade constante do humor e do comportamento, com mudanças de atitude súbitas e de forma impulsiva, levando a episódios intensos de raiva, ansiedade e depressão. A psicóloga Arali Helena Stort, professora do curso de Psicologia Universidade de Franca (UNIFRAN), avalia que a pandemia e o isolamento social têm contribuído para o aumento desse problema e dá algumas informações sobre essa síndrome.

Segundo a psicóloga, as principais características são: o afeto intenso; comportamento impulsivo; adaptação superficial a situações sociais; episódios psicóticos transitórios; desequilíbrios em relacionamentos, que vai de uma extrema dependência à superficialidade transitória e uma propensão a pensamentos vagos.

“É um transtorno de difícil diagnóstico, porém cuja identificação e tratamento correto são de extrema importância para o indivíduo. Para indentificar é preciso observar que há um padrão difuso de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem, dos afetos e de impulsividade acentuada que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos”, relata a professora universitária.

A especialista argumenta ainda, que a pessoa diagnosticada com a síndrome de Borderline precisa do acompanhamento de um profissional para indicar o melhor tratamento para cada caso.

“Dentro dos tratamentos, podemos destacar: psicofarmacoterapia, entrevistas conjuntas, atendimento familiar (intervenção na crise e alívio dos sintomas agudos, prevenção dos outros membros, adequação da família); atendimentos aos pais (separadamente do paciente) e modalidades estratégicas de psicoterapia”, sugere Arali.

Quanto à relação dessa síndrome com a pandemia do coronavírus, a psicóloga relata que a saúde mental é uma das áreas mais atingidas e que merece atenção e reflexão, sobretudo nesse momento.

“ O isolamento social, os riscos de estar exposto ao vírus e a incerteza em relação ao futuro têm sido encarados de forma diferente por cada indivíduo. O que para alguns pode trazer sentimentos passageiros de tristeza ou ansiedade, para outros pode desencadear um transtorno mental e também agravar a síndrome Borderline”, explica.

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