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Para evitar trotes pesados, acolhida vira tradição e ‘Super Mario’ saúda calouros

Acolhida UCDB chega à 3ª edição

Guilherme Cavalcante Publicado em 31/01/2018, às 14h48

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Acolhida UCDB chega à 3ª edição

Para evitar trotes pesados, acolhida vira tradição e 'Super Mario' saúda calouros

A acolhida alcança seu terceiro anos e já virou tradição, caiu no gosto dos estudantes e até dos professores, que também entram na brincadeira. Fantasiados, a ideia é promover a interação entre quem acabou de chegar e quem já conhece bem a ‘casa’ – incluindo aí gente que está na universidade desde a década de 1980.

Basicamente, todo mundo é convidado a vestir a camisa da acolhida – literalmente, como fez o reitor da universidade, padre Ricardo Carlos. “O objetivo é realmente integrar calouros, veteranos e a comunidade acadêmica no geral, como professores, pró-reitorias e os estabelecimentos comerciais da região. Fizemos acordos com os restaurantes e bares, por exemplo, para que eles não abrissem excepcionalmente hoje. E os que abrirem, não venderão bebidas alcoólicas”, explica o reitor.

Professores e funcionários literalmente vestem a camisa da acolhida (Cleber Gellio/Midiamax)

Todo esse cuidado é para evitar que trotes considerados violentos voltem a acontecer, como já ocorreu há alguns anos. “Nosso objetivo é justamente evitar que esses episódios aconteçam. Tanto é que recorremos à acolhida com uma linguagem que se comunique ao jovem que acaba de ingressar. Desde outubro estamos discutindo o tema e Mario foi a escolha para 2018”, detalha o reitor.

Reitor da UCDB, Pe. Ricardo Carlos (Cleber Gellio/Midiamax)

De sala em sala, professores da UCDB devidamente fantasiados visitavam os calouros, convidando-os para o evento de recepção, que contou com estandes e animação da bateria das atléticas e até shows locais.

“Existem algumas regrinhas para não dar game over e muitas fases para serem passadas. O chefão se chama TCC e sempre tem uma nova vida para aproveitar depois da universidade”, brinca, encarnando a personagem, a professora doutora Dolores Coutinho, que ensina no curso direito, da graduação ao doutorado em desenvolvimento local.

“É muito importante a gente falar a linguagem do jovem, para que desde o primeiro dia ele sinta que esse espaço é dele, já que muitos cursos, por exemplo, funcionam em tempo integral e o aluno passa o dia aqui”, completa a docente.

Calouros e veteranos

Às 9h da manhã, quando ocorreu o intervalo, integrantes da bateria da Atlética do curso de direito convocaram os novatos a ocuparem os corredores do campus, onde outras agremiações e shows iam acontecer. “Teve acolhida quando eu entrei na faculdade e isso ajudou a quebrar o gelo e a conhecer gente nova. Já no primeiro ano entrei na atlética, foi bom para eu não me sentir perdido”, comenta o estudante de engenharia civil Leonardo Velasquez, de 18 anos.

Bateria de atlética 'convocou' estudantes para a acolhida (Cleber Gellio/Midiamax)

Caloura do curso de psicologia, Amanda Moraes, de 17 anos, elogiou a iniciativa. “Eu adoro Mario, até hoje ainda jogo. Acho muito bacana logo no primeiro dia ver que o ambiente é legal. O pessoal falava de trote em universidade e a gente ficava meio assustada, mas aqui ta de boa”, comentou a estudante.

O estudante de psicologia Renato Orrico, de 26 anos, que também é o presidente da Liga das Atléticas da UCDB, também destacou a integração oferecida pela universidade. “É muito bom quando essa articulação acontece. Além de querer receber bem, a gente quer levar o nome da universidade e valores que a gente aprende aqui, como o respeito e a solidariedade. É uma articulação bacana, pois como os bares não vão abrir ou não vão vender bebida, a gnete tem uma garantia de que vai ser uma acolhida saudável, sem violência ou excessos”, conclui o estudante.

Jornal Midiamax