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Para bancar tratamento da filha, família vende tudo de casa em bazar beneficente

Quando nasceu, Ana Vitória ficou 83 dias internada

Mariana Lopes Publicado em 18/01/2018, às 19h38

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Quando nasceu, Ana Vitória ficou 83 dias internada

Ana Vitória tem seis meses e desde o dia que nasceu enfrenta graves problemas de saúde. Ela teve complicações na hora do parto e, em pouco tempo, precisou ser transferida para o Hospital Regional, onde ficou internada e entubada na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) por 83 dias. 

Mesmo em casa, a menina ainda exige cuidados especiais. O quartinho, que tinha sido planejado para Aninha, teve que ser adaptado com os aparatos necessários para garantir qualidade de vida da bebê. Só o tratamento que custa, em média, R$ 4 mil por mês, além dos aparelhos de aspiração. Só um deles custou cerca de R$ 3 mil.

E para garantir as despesas necessárias, a família resolveu desapegar de praticamente tudo o que tem em casa e fazer um bazar para arrecadar dinheiro para o tratamento de Aninha. “São as nossas coisas que estamos tirando para vendar. Tapete, eletrodomésticos, móveis, roupas e sapatos em bom estado. O que eu usava para trabalhar e sempre mandei lavar em lavanderia”, especifica a mãe, a psicóloga Genilaine Araújo Alves, de 38 anos.

​Com tudo bem cuidadinho, há bolsas e botas das marcas Capodarte e Dumond usadas apenas uma vez. De vestuário, são peças nos tamanhos 40 e 42 e calçados de numeração 34 e 35.

Segundo Genilaine, ela e o marido já usaram toda a economia que tinham, fizeram rifas e também irão vender o carro. “Também paramos de trabalhar, porque ela precisa de cuidados constantes”, explica a mãe.

O que Anninha tem

A família sustenta que houve negligência médica e violência obstétrica, o que fez com que Ana Vitória dependesse de traqueostomia e sonda gástrica para respirar e se alimentar. “Era para ela estar super bem, saudável, mas, infelizmente, o parto trouxe complicações”, afirma a mãe.

Genilaine explica que Aninha não consegue engolir a salivinha, então, é necessário aspirá-la, se não ela pode até se afogar. O tratamento com terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas é coberto pela Unimed, plano de saúde pago pela mãe de Geninha, avó de Ana Vitória.

Estamos correndo atrás como podemos para ajudar no desenvolvimento dela. A Aninha tem chances de recuperação e é em cima disso que a gente está indo. Mãe é capaz de fazer qualquer coisa”, suplica Geninha.

A menina tem apresentado aos médicos uma boa resposta ao tratamento. “É uma equipe de especialistas em reabilitação, porque ela está usando traqueostomia e se alimenta através da gastro, então precisa de um trabalho focado e muito eficaz, para ela conseguir deglutir, sugar e respirar de forma eficiente sem depender destes procedimentos”, ressalta Genilaine.

Bazar

O bazar será realizado neste domingo (21), das 9h às 17h, na casa da avó de Ana Vitória, na Rua Humberto de Campos, 209, Vila Célia. Os produtos serão vendidos a partir de R$ 0,50 e o preço máximo será de R$ 500. A família disponibilizará maquininha de cartão para valores maiores, mas dá preferência para dinheiro em espécie.

Jornal Midiamax