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Ícone sertanejo da década de 70 em MS, cantor Amambaí morre aos 80 anos

Após três internações, sertanejo faleceu

Mariana Lopes Publicado em 06/04/2018, às 15h47

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Após três internações, sertanejo faleceu

Ícone da música sertaneja de Mato Grosso do Sul na década de 1970, o cantor Cecílio da Silva, conhecido  como Amambaí, que fazia dupla com Amambai, morreu na madrugada desta sexta-feira (6), aos 80 anos. Segundo a família, ele estava internado no Hospital Universitário de Campo Grande e teve insuficiência respiratória.

De acordo com o filho do sertanejo, Jean de Araujo Silva, 31 anos, de dezembro para cá, Amambaí precisou ser internado três vezes. Ele sofria de problemas vasculares, mas as complicações na saúde se agravaram após um ferimento no calcanhar, ocorrido no final de 2017.

“A primeira vez ele internou para fazer uma cirurgia, mas saiu bem do hospital. Depois, em uma visita de rotina, em fevereiro deste ano, precisou internar de novo para um novo procedimento. A partir daí teve complicações no coraçãoi e rim”, conta o filho.

Na última internação, Amambaí foi em coma para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde teve uma parada cardíaca. “Depois de uns 20 dias, ele acordou e ficou bem. Passou três dias bem e começou a declinar de novo. Até que hoje, descansou. Ele já estava respirando com muita dificuldade”, conta Jean.

Carreira

A dupla Amambai e Amambaí estou em Mato Grosso do Sul na década de 1970, com a música “A Matogrossense” – composição de Zacarias Mourão. “Por ironia ou conspiração, a letra da música dizia ‘bate, bate coração, vai batendo sem cessar’, e hoje o coração do meu pai parou”, diz Jean, buscando consolo na poesia que o próprio pai sempre viveu.

A última apresentação da dupla foi em 2014, de acordo com Jean. “Depois disso, meu pai precisou se afastar um pouco pra cuidar da minha mãe, que tem Alzheimer”, explica.

Mas segundo o filho, Amambaí ainda estava na ativa com composições. “A última canção  que ele fez chama-se Uma Música Pro Pantanal, e estava buscando patrocínio para divulgar. Ele ainda tinha sonhos”, recorda o filho.

E entre tantos sonhos, ainda estava o de voltar a tocar o bom e velho sertanejo com o parceiro que o acompanhou por tantos anos. “Ele queria retomar a carreira com o Amambai, até para deixar uma coletânea, um novo trabalho”, lembra Jean.

​Amambaí deixou cinco filhos, três netos – o terceiro ainda na barriga – e a esposa de 70 anos, Ely Albuquerque de Araujo Silva.

Ainda não há informações sobre local e horário do velório.

Jornal Midiamax