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Evento de encerramento do Projeto ‘Capoeira Angola: Berimbau Chamou’ acontece neste fim de semana

Desde o início de março o projeto levou a Escola Estadual Hércules Maymone oficinas de musicalização com instrumentos da Capoeira Angola, movimentação e história afro-brasileira, atendendo o cumprimento da Lei Federal 10.639/2003 que determina o estudo da África e cultura dos povos afro-brasileiros nas escolas

Carlos Yukio Publicado em 24/04/2018, às 17h38

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Projeto: "Capoeira Angola: Berimbau Chamou"

O projeto “Capoeira Angola: Berimbau Chamou” chega ao seu término neste fim de semana. Para encerrar o programa, no primeiro dia, sexta-feira (27), haverá roda de capoeira na praça Ary Coelho, às 18h. No sábado (28), à partir das 8h na associação de moradores da Vila Margarida, acontecem oficinas durante todo o dia, terminando com uma roda de capoeira no fim da tarde. No domingo, às 9h no Parque das Nações Indígenas, a “Papoeira”, roda de conversa com os mestres sobre a capoeira, será parte da programação. A programação é aberta ao público e gratuita.

“Capoeira Angola: Berimbau Chamou” é um projeto idealizado pelo professor Marcos Vinícius Campelo. “Sempre fizemos encontros menores, colaborativos com quem participava. Agora que conseguimos mais recursos tomou um corpo maior”, ressalta.

Desde o início de março o “Capoeira Angola: Berimbau Chamou” levou oficinas de musicalização à escola estadual.
(Foto: Cigarras Fotografia)

Foram convidados para ministrar as oficinas deste fim de semana: mestre Renê, de Salvador; mestre Leninho, de Brasília; mestre Pequeno, de Campo Grande; contramestre Carlos, de Curitiba; treinel Paula, de Curitiba; e professor Rafael, de Goiás.

“Além dos convidados de outros estados, sempre estendemos o convite a capoeiristas do interior, da Capital e qualquer pessoa que tenha interesse de conhecer. Acreditamos que este intercâmbio enriquece a diversidade cultural, de pensamento, tanto em relação à capoeira quanto às pessoas”, afirma Marcos.

Desde o início de março o “Capoeira Angola: Berimbau Chamou” levou a Escola Estadual Hércules Maymone oficinas de musicalização com instrumentos da Capoeira Angola, movimentação e história afro-brasileira, atendendo o cumprimento da Lei Federal 10.639/2003 que determina o estudo da África e cultura dos povos afro-brasileiros nas escolas de educação básica.

Capoeira Angola

A Capoeira Angola é uma expressão da tradição afro-brasileira calcada em exercícios de convivência. Sua prática representa a conjugação de diferentes manifestações culturais que incluem a dança, a música, a dramatização, a brincadeira, o jogo e a espiritualidade. Em seu ritual, todos participam e cada um é fundamental e único. Sua música é cadenciada, orgânica e ritualizada.

A prática possui suas origens em elementos da cultura de várias matizes de povos africano no Brasil no século XVI até o final do século XIX, sincretizados com elementos de culturas nativas (povos indígenas) e de origem europeia. É uma manifestação da cultura popular brasileira onde coexistem aspectos normalmente compreendidos de forma segmentada pela cultura que se fez oficial, como o jogo, a dança, a luta e a ancestralidade, unidos de forma coesa, simples e sintética.

Programação:

27/04
18h
Roda de Abertura
Local: Praça Ary Coelho  – Av. Afonso Pena s/n.

28/04

08h-11h e 13h-16h
Oficinas com Mestre Renê (BA), Mestre Leninho (DF), Mestre Pequeno (MS), Contra-mestre Carlos Ferraz (PE/PR), Treinel Paula Back (PR), Professor Rafael (GO)

18h
Roda de Capoeira Angola
Local: Associação de Moradores da Vila Margarida, Rua Naviraí, 692 – Vila Margarida.

29/04

09h
Roda de Encerramento
Almoço;
Confraternização.
Local: Parque das Nações Indígenas  / Entrada pista de skate, Rua Antônio Maria Coelho, 6060.

Jornal Midiamax