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Sucesso nos anos 70 e 80, ABBA voltará aos palcos de forma ‘virtual’

Banda fará parte de uma experiência digital misteriosa

Guilherme Cavalcante Publicado em 27/10/2016, às 14h48

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Banda fará parte de uma experiência digital misteriosa

Em 1974, um grupo sueco saiu vencedor do festival Eurovisão com a canção 'Waterloo'. De lá para cá, o ABBA, como era chamado, tornou-se uma das bandas mais famosas no mundo inteiro e ganhou um capítulo na história da música do Século XX, conhecida por sucessos como 'Dancing Queen', 'Winner Takes it All' e 'Voulez Vouz', chegando também a inspirar musicais como 'Mamma Mia' e o filme 'O Casamento de Muriel'.

Sucesso nos anos 70 e 80, ABBA voltará aos palcos de forma 'virtual'Talvez por isso a notícia da última quarta-feira (26), de que o grupo composto por Agnetha Faltskog, Bjorn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad (entendeu de onde vem o ABBA?) faria uma reunião nos palcos mais de 30 anos após a separação, ocorrida em 1982, animou tanta gente. Porém, não é bem assim. O ABBA não volta aos palcos do jeito que a gente gostaria.

O que os integrantes do grupo anunciaram é que uma "nova experiência digital", que explora tecnologias como a realidade virtual aumentada, algo como um show ao vivo com uma versão virtual do ABBA. O produto misterioso deverá ser lançado em 2018 e terá, ainda, participação de Simon Fuller, criador do American Idol, e da Universal Music Group.

"Estamos explorando um novo mundo tecnológico, com Realidade Virtual e Inteligência Artificial na vanguarda, o que nos permitirá criar novas formas de entretenimento e conteúdo que nunca imaginamos antes", disse Fuller em comunicado. Anni-Frid, a 'morena' do Abba, também se pronunciou. "Nossos fãs ao redor do mundo estão sempre pedindo para que façamos uma reunião e eu espero que essa nova criação do ABBA os anime tanto quanto me animou", disse, em comunicado no Facebook. “Nós estamos inspirados pelas inúmeras possibilidades que o futuro reserva e estamos amando fazer parte da criação de algo novo e dramático aqui,” afirmou Benny Andersson. “Uma máquina do tempo que captura a essência de quem éramos. E somos", completou.

Vale ressaltar que, em uma entrevista de 2004, Bjorn Ulvaeus, compositor e um dos líderes do grupo, afirmou que os ex-membros do grupo recusaram uma oferta de 1 bilhão de dólares para voltarem aos palcos. "Nossos fãs iam ficar desapontados conosco, não nos reunimos desde 1982", relatou Bjorn à Rolling Stones, na época. Ele também afirmou que não voltaria nem que a oferta fosse dobrada.

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