Ao todo, 12 estados brasileiros participam da ação

Seguindo a movimentação nacional, em Campo Grande os artistas vão continuar ocupando a sede do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na Esplanada Ferroviária, mesmo após o anúncio da reintegração do MinC (Ministério da Cultura), e após vazamento de audios esta segunda-feira (23) pelo jornal Folha de S.Paulo, com conversa entre o ministro do Planejamento Romero Jucá (PMDB) e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Para o movimento que ocupa o Iphan, não há legitimidade no Ministério nas mãos do presidente interino Michel Temer (PMDB). “Vamos continuar ocupando sem data para acabar”, explica a presidente do Fórum Estadual de Cultura, Fernanda Teixeira. 

A ocupação na Capital começou na sexta-feira (20), e chega nesta segunda ao seu quarto dia, com envolvimento de vários coletivos de arte e direitos humenos. No sábado (21), o ministro da Educação, Mendonça Filho, informou que o presidente em exercício Michel Temer decidiu recriar o Minc. “Como nós estamos articulados no movimento nacional da ocupação, amanhã terá uma audiência pública e uma reunião em Brasília para decidir os rumos, e Mato Grosso do Sul vai ter um representante lá. Não sabemos em que condições esse Ministério retorna. O que adianta se diante de tudo a universidade pública vai ser cortada, os direitos dos aposentados e das mulheres serão cortados? A ocupação vai continuar”, frisou Fernanda. 

 

Artistas não sabem quando ocupação terminará / Foto: Daiane Libero

 

Durante a ocupação estão sendo realizados espetáculos de arte e teatro, encontros para discutir assuntos relacionados ao movimento, shows musicais e outras atividades. O Iphan está funcionando no espaço compartilhado com os manifestantes. “Todo dia fazemos inventário, e estamos trabalhando de forma tranquila de forma compartilhada”, enfatiza Fernanda. São Paulo, Belo Horizonte, Minas Gerais e outros estados brasileiros também estão com a ocupação acontecendo, totalizando 12 ocupações.