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Outubro é mês de renascimento para Filipinho, que mudou de MS para os EUA por saúde

Família mora desde 2011 na região de Boston

Midiamax Publicado em 11/10/2015, às 09h45

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O garoto antes do transplante de fígado

Família mora desde 2011 na região de Boston

Se para toda família que tem criança, o mês de outubro é diferente dos outros, para uma em especial, ele significa renascimento. Foi há dois anos, em outubro de 2013, que o menino Filipe Coppo, hoje com 7 anos, passou por um transplante de fígado, nos Estados Unidos, e teve a vida transformada, para melhor.

Filipinho, como ficou conhecido por aqui, ou apenas Lipe, como é chamado em família, nasceu em Campo Grande e sua história sensibilizou a comunidade, a ponto de mobilizar uma campanha para garantir à criança o tratamento de doença rara, que atinge a medula mas também compromete outros órgãos. Artistas como Luan Santana pediram ajuda para o garoto.

Para encontrar a cura, com a ajuda da campanha, os pais foram em 2011 para a região de Boston, um dos lugares com medicina mais avançada do mundo. Só voltaram uma vez para Campo Grande, em 2012, mas mantêm atualização frequente em uma página no Facebook, além do contato com a família. A avó passa temporadas por lá.

Acompanhar a evolução do menino mostra como a medicina e o esforço dos pais garantiram ao garoto uma vida nova. Filipinho aparece saudável, alegre, brincando com outras crianças nas fotos. A mãe, Evelyn Copo, conta que ele está na escola, e que já tem o inglês como segunda língua. Filipe, segundo a mãe, “ama voltar se school bus (ônibus escolar) para casa”.

“Vivemos em uma pequena e aconchegante cidade, cerca de 19 milhas de Boston ( em torno de 30 quilômetros) , onde estão os 2 hospitais em que o Filipe recebe o tratamento das equipes médicas”, conta.

A rotina para garantir saúde a Filipinho inclui acompanhamento por duas equipes médicas. “Temos uma equipe maravilhosa, do Mais General Hospital de Boston, que cuida do fígado. Está sempre em acompanhamento mensal, consultas e exames. Em relação à medula, ele tem sido acompanhado no Dana Farber Câncer Institute de Boston, com o doutor Rodriguez-Galindo, como responsável pela parte hematológica e oncológica”.

Evely explica que foi descoberto, em um exame de acompanhamento, uma falha na medula do Filipe. Por isso, comenta, a cada seis meses, às vezes menos, ele é submetido a uma biópsia da medula para acompanhamento e monitoramento da falha. “Se não melhorar, ou o problema piorar, ele também precisará de um transplante de medula”, explica a mãe. “Por enquanto, graças a Deus, está tudo estável e sendo monitorado de perto, que deverá prosseguir pelos próximos 2 anos”, completa.

Sair de Campo Grande para viver em outro País significou uma mudança grande para toda a família, que também tem outro menino, Henrique. Assim como Filipe, o garoto também já fala inglês fluentemente. “O que mais gostamos é a segurança e educação, claro, que a saúde está em lugar de destaque; mas, também gostamos bastante da natureza, é linda aqui, é maravilhoso acompanhar cada mudança de estação. Os meninos gostam da neve, e eu também”, relata Evelyn.

Esforço familiar
No começo, a instalação da família nos Estados Unidos foi possível graças às doações, que também asseguraram um seguro de saúde para Filipe. “Nós trabalhamos aqui para nos manter, meu esposo trabalha a maior carga horária, ele trabalha bastante para nos manter, e eu trabalho nos intervalos para ajudar também. Mas estamos aqui longe, sem a família por perto, então, não posso me comprometer com muitas horas. Nossa vida tem sido de bastante esforço para nos manter aqui”, relata.

Indagada sobre uma mudança tão drástica, em nome da saúde de um dos filhos, Evelyn escreve em tom emocionado. “Deixamos nossa vida aí, nossa família, amigos, casa… Porém, eu tinha uma certeza e convicção, sabia que aqui seria o melhor para o Lipe. E depois que conhecemos o doutor Galindo, responsável pela equipe do Dana Farber, não tive mais dúvidas, pois ele realmente ” abraçou a vida do Lipe”, relata.

A família, diante da necessidade de acompanhamento do menino pela equipe médica, não tem previsão de volta ao Brasil. “Foi tudo muito difícil, e ainda continua sendo em alguns aspectos, mas sou imensamente grata a Deus por tudo que nos concedeu; somos agradecidos por todos aqueles que nos ajudaram. E esperamos logo, podermos reencontrar a todos. E também, estar em nossa cidade”, diz a mãe.

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