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NO MUSEU: as belezas dos bichos e histórias que existem no Museu Dom Bosco

Acompanhe nesta reportagem os encantos do Museu das Culturas Dom Bosco

Clayton Neves Publicado em 16/05/2015, às 09h09

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Acompanhe nesta reportagem os encantos do Museu das Culturas Dom Bosco

O MidiaMAIS quer saber. Você se lembra da última vez em que foi a um museu? Aliás, você conhece os museus da sua cidade? Campo Grande tem vários prédios cheios de coleções e histórias. Visitamos alguns e destacamos o que eles têm de melhor.

Logo na entrada somos recepcionados pela exuberância de algumas aves, que mesmo empalhadas, não perderam a beleza que impressiona. De quebra, tivemos a sorte de encontrar um grupo de alunos que, assim como nossa equipe de reportagem, estava ansioso para desbravar tudo o que o lugar poderia proporcionar.

Com a agradável e jovial companhia dos estudantes, a equipe do MidiaMAIS começou a divertida e instrutiva visita ao Museu das Culturas Dom Bosco, ou, como popularmente é conhecido, Museu do Índio.

O coordenador, Dirceu Maurício diz que o espaço recebe mensalmente cerca de mil visitantes separados em três grupos de diferentes exposições. O primeiro apresenta produções pré-históricas, o segundo mostra a grande diversidade dos povos indígenas e, por fim, o terceiro é reservado à sala das ciências naturais.

A cada passo dado uma nova sensação era refletida, tudo isso, resultado da percepção de olhos atentos de quem não quer perder nenhum detalhe. Arcos, flechas, peles de animais, e até mesmo urnas funerárias usadas por antigos povos indígenas para sepultarem seus entes queridos formam o acervo que sem sombra de dúvidas é de tirar o fôlego.

Quando tudo parecia já estar apreciado, fomos apresentados à última e mais impactante sala de exposição, pelo menos na visão deste repórter que vos escreve. A surpresa ao ver dezenas de animais empalhados em uma galeria foi a causa de surpresa geral.

A emoção de ficar frente a frente com uma onça-pintada, rainha das matas sul-mato-grossenses, mesmo que empalhada, foi fascinante. Cobras, anta, dezenas de borboletas, pássaros, animais nativos do Cerrado de Mato Grosso do Sul. Ali, naquele momento, jornalistas e alunos eram apenas um, unidos pela curiosidade e fascinação gerados durante a visita.

“É superimportante apresentar às crianças essas coisas e que culturalmente acrescentem algo. Estar aqui é tão divertido, diferente de ir ao MC Donald´s, por exemplo”, relata a pedagoga Célia Alves, de 42 anos, que acompanhava a filha Anna Liz, 8.

O estudante Luís Felipe Iwasak, 11, estava visivelmente empolgado com tudo o que viu. Segundo ele, a experiência foi tão produtiva que, além de suas recomendações, o museu ganhou mais um admirador. “Foi muito legal, gostei muito, principalmente dos animais. Vou voltar mais vezes e com meus pais”, relata.

Ao fim de nossa visita, o coordenador do Museu deixa o recado. “Museus são espaços de conhecimento, cultura e lazer, além disso, tem um papel educativo muito importante. Reforça nossa identidade local e nos faz conhecer nossa herança ambiental”, completa.

O museu das Culturas Dom Bosco fica na Avenida Afonso Pena, 7.000, no Bairro Chácara Cachoeira.  O atendimento é de terça a domingo, das 8 horas às 15h45. O custo para apreciar as exposições é de R$ 5. Escolas não pagam, porém, devem efetuar com antecedência o cadastro no site www.mcdb.org.br.

Jornal Midiamax