MidiaMAIS

Grupo aborda universo da mulher em espetáculo de dança contemporânea

Conectivo Corpomancia apresenta o já premiado, ‘Escalenas’

Carol Alencar Publicado em 20/04/2015, às 09h23

None
escalenas2.jpg

Conectivo Corpomancia apresenta o já premiado, ‘Escalenas’

Um espetáculo de dança que tem como foco principal, o poder feminino. Amizades, amores, emoção, encontros e desencontros e humores. São vários os sentimentos abordados pelo Conectivo Corpomancia dentro do espetáculo ‘Escalenas’.

No palco, as bailarinas que também são interpretes criadoras de ‘Escalenas’, apresentam movimentos da dança contemporânea. Franciella Cavalheri, Roberta Siqueira e Laura de Almeida transpassam, em cada movimento, o cotidiano da mulher, toda a exaustão do gênero e até a rigidez de algumas escolhas; ou seja, o universo feminino em debate.

“A mulher é o foco principal deste trabalho, todas as ações que fazem parte deste universo estão retratadas em casa movimento das bailarinas”, avisa a coreógrafa Renata Leoni, que assina a direção do espetáculo.

‘Escalenas’, que esteve em circulação na região norte do Brasil, mais precisamente em Porto Nacional (TO), Palmas (TO), Belém (PA) e Rio Branco (AC), por meio do projeto ‘Corpomancia em Circulação’, contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013, chega a Campo Grande nesta quarta e quinta (22 e 23).

O espetáculo será exibido gratuitamente, em dois horários, 19 horas/20h30, no Teatro Aracy Balabanian.

Começo

A partir de um encontro do Conectivo com a coreógrafa Esther Weitzman, do Rio de Janeiro (RJ), ‘Escalenas’ foi sendo criado. Esther esteve como convidada pelo grupo, para colaborar na formação de ‘Maria, Madalena’ e ‘Jogo de Damas’, ambos realizados no final do ano passado.

“Destas reuniões, aproximações e trocas, surgiu o ‘Escalenas’, que aborda o universo feminino de três mulheres de personalidades bem diferentes”.

Já o nome, ‘Escalenas’, surgiu a partir da criação do triângulo escaleno, onde todos os lados são diferentes e que, mesmo assim, formam uma figura geométrica. Ainda de acordo com Renata, o nome faz jus ao contexto da obra, onde há três mulheres distintas que desenham figuras no espaço.

“São três bailarinas, três lados, três mulheres… é mulher se encontrando, se perdendo, se relacionando; elas brincam, experimentam e desenvolvem as inter-relações; esta é a base em si”, explica.

Na capital, o espetáculo tem investimento da Fundação de Cultura de MS (FCMS), por meio do Prêmio Célio Adolfo de Incentivo à Dança 2014. 

Jornal Midiamax