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Exposição “No Concreto” convida a um novo olhar sobre as pichações de Campo Grande

A galeria fica no departamento de Jornalismo da UFMS e a entrada é franca

Mikaele Teodoro Publicado em 16/06/2015, às 09h45

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A galeria fica no departamento de Jornalismo da UFMS e a entrada é franca

Estampadas nos prédios da cidade, as pichações silenciosamente ‘dizem’ muito sobre o que nos passa despercebido aos olhos. Sob grafias quase ilegíveis aos distantes, as mensagens ou, ‘simples’, delimitações territoriais são expressões de quem muitas vezes não tem voz. E foi para entender o significado e o porquê de elas estarem ali, que Carol Caco, 21 anos, se debruçou três meses sobre o tema.

A dedicação da estudante de jornalismo resultou na exposição “No Concreto” que segue aberta a visitações até o dia 3 de julho na Galeria de Imagens do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

“Na verdade foi uma descoberta para mim, resolvi fotografar porque o tema sempre me intrigou, queria saber o porquê de estar ali, o que motiva os pichadores a pichar, queria entender esse submundo”, explica.

As imagens foram produzidas com o objetivo de documentar as intervenções nos espaços urbanos e gerar reflexões acerca de grupos ou pessoas que se expressam por meio da pichação.

A maioria das fotografias foi feita na região central da cidade, justamente por estar ali a maior concentração de pichações.

 Sem ser convidado, a pichação “invadiu” essas áreas e vem disputando o espaço público com quem sempre fez questão de manter a periferia esquecida e distante. Aos incomodados, a Exposição convida a um novo olhar.  A galeria fica no departamento de Jornalismo da UFMS e a entrada é franca. 

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