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Em livro, padre brasileiro ensina oito caminhos para a felicidade

Livro propõe a plenitude não como um mero sentimento, mas como uma atitude distante dos falsos prazeres

Mikaele Teodoro Publicado em 14/07/2015, às 11h40

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Livro propõe a plenitude não como um mero sentimento, mas como uma atitude distante dos falsos prazeres

O grande sonho de todo ser humano é encontrar a verdadeira felicidade. Para isso, as pessoas acreditam em mandingas milagrosas, receitas infalíveis e até acabam vendendo seus pertences para ser plenamente feliz.

Mas o padre brasileiro Luís Erlin, autor do livro 8 Caminhos para a Felicidade – As Bem-Aventuranças, não propõe receitas para que o leitor conquiste a felicidade completa, mas aponta caminhos que podem conduzir a essa plenitude, a partir de meditações a respeito de cada uma das oito bem-aventuranças descritas por Jesus.

Livro propõe a plenitude não como um mero sentimento, mas como uma atitude distante dos falsos prazeres

A busca pela felicidade é constante na vida do ser humano. Muitas vezes, o indivíduo deposita a garantia de seu bem-estar em familiares, amigos, parceiro ou parceira, carreira e bens materiais. Mas seria possível, assim, viver a felicidade plena?

Em 8 Caminhos para a Felicidade – As Bem-Aventuranças, publicado pela Editora Ave-Maria, Pe. Luís Erlin não propõe receitas para que o leitor conquiste a felicidade completa, mas aponta caminhos que podem conduzir a essa plenitude, a partir de meditações a respeito de cada uma das oito bem-aventuranças de que Jesus fala no capítulo 5 do Evangelho de São Mateus: pobreza, dor, mansidão, sede de justiça, misericórdia, pureza de coração, busca pela paz e a perseguição por causa do Reino.

Diante do que Jesus Cristo profere durante o Sermão da Montanha, um dos trechos bíblicos mais belos e simbólicos, a pessoa bem-aventurada é a que, de fato, alcança a felicidade completa mesmo enfrentando adversidades. Ela sente paz de espírito.

Quando Pe. Luís Erlin fala da dor do sofrimento, por exemplo, ressalta que o sentimento muitas vezes é inevitável, mas permanecer nele é uma opção. Para ilustrar, o missionário cita os santos, que suportaram martírios na terra, mas emanavam felicidade aos que conviviam com eles.

Outro exercício aconselhado pelo autor é a prática da misericórdia. Ter compaixão do próximo que se encontra em situação de miséria física e/ou espiritual e perdoar em vez de amaldiçoar independentemente do que o outro tenha feito conosco são atitudes que levam a uma sintonia maior com Deus e com o próprio interior.

 “Ao ler as bem-aventuranças é bom que eu tenha certeza de que Jesus me viu: ele sabe o que se passa comigo, ele me conhece, ele não é e nunca será indiferente e, o mais importante, ele jamais dirá que desistiu de mim, que meu caso é perdido”. Pág. 23

Para o autor de 8 Caminhos para a Felicidade – As Bem-Aventuranças, “não podemos conceber a felicidade como algo externo, fora de nós”, assim, o livro elucida o Sermão da Montanha a fim de que o leitor possa aplicá-lo em seu cotidiano, encontre alegria em seu próprio íntimo e sentido no sofrimento que pode surgir.

Na liturgia, oito é um número simbólico, assim como o sete. Jesus disse a Pedro que perdoasse setenta vezes sete, ou seja, não exatamente 490, mas sim, infinitas vezes. Segundo o Pe. Luís Erlin, o oito – sete mais um – “seria como o transbordamento da plenitude”.

Aos que buscam um estado de espírito pleno e uma relação harmoniosa com os que estão ao redor, 8 Caminhos para a Felicidade – As Bem-Aventuranças é um ótimo guia a ser seguido e consultado.

Jornal Midiamax