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Descendentes de japoneses explicam a honra de reverenciar príncipe Akishino

'Monumento aos Antepassados'  será inaugurado pelo príncipe

Guilherme Cavalcante Publicado em 02/11/2015, às 20h05

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'Monumento aos Antepassados'  será inaugurado pelo príncipe

A ilustre presença do principe japonês Akishino e sua esposa Kiko em Campo Grande, na tarde desta segunda-feira (2), revela que a relação entre descendentes de japoneses e 'celebridades da realeza' em nada tem a ver com tietagem. Para brasileiros de outras origens, a presença do príncipe japonês pode até causar burburinho, mas para os cerca de 1200 membros da comunidade nipônica que conseguiram adquirir um convite para o momento especial – sobretudo os idosos – o significado de estar tão próximo ao príncipe desafia nossa lógica ocidental de compreensão.

Para um descendente de japonês, estar tão perto de Akishimo é como aproximar-se de um deus. Daí a oportunidade única de reverenciá-lo, devido à linhagem sanguínea de uma família honrada e que acolhe muitos significados sobre a cultura ímpar daquele país. Com isso, a acepção da visita transcende nossa percepção e alcança um nível singular à comunidade.

"Para a nossa cultura, consideramos o príncipe como uma entidade divina. Por isso, tantos quiseram estar aqui. Foram dois meses de preparação para este momento tão honrado para nossa comunidade. Não há dinheiro que pague esta visita", explica Acelino Sinjo Nakasato, presidente da Associação Nipo-Brasileira, a principal entidade da Comunidade Japonesa de Campo Grande.

É preciso ter respeito e cuidado, não cabem julgamento ao que o momento implica, até porque ele remete à honra e à memória dos antepasados japoneses. Assim, a ilustre presença de Akishino e Kiko ganha um tom especial neste Dia de Finados. Na Associação Nipo-Brasileira, a propósito, o príncipe, segundo na linha de sucessão ao trono japonês, inagura um monumento em memória dos antepassados da comunidade japonesa no Brasil.

Honra indescritível

Enquanto a solenidade não tinha início, foi possível observar que idosos eram a maioria entre os presentes, talvez por compreenderem melhor que a oportunidade era, de fato, única. Irene Higa, 73, é brasileira filha de japoneses e aceitou explicar melhor o que entende da solenidade. "A vinda do príncipe é uma felicidade, porque simboliza e relembra todos nossos os antepassados. Sinto uma grande emoção por poder estar aqui e celebrar este momento", revela.

Da mesma forma, Adélia Leiko Shimabukuro, 78, também descreve com emoção a oportunidade de estar tão próxima do príncipe Akishino. "É uma grande honra recebê-lo aqui. Diante dele, é como se estivéssemos revivendo nossa história e identidade. O príncipe traz a sabedoria que vem desde nossos antepassados e para nós isso tem um significado muito nobre e especial", aponta.

Denise Shimabuko, idade não revelada, também destacou a importância de receber bem o príncipe Akishino. "É chance de reverenciar alguém que representa nossa cultura, e toda a sabedoria dos nossos antepassados. Ele representa isso e para mim tenho muito orgulho de estar aqui", conclui.

Jornal Midiamax