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Com mercado expansivo, mulheres viram empresárias e investem na sustentabilidade

Elas trabalham fora mas arriscaram a criar o próprio negócio

Carol Alencar Publicado em 14/07/2015, às 09h06

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Elas trabalham fora mas arriscaram a criar o próprio negócio

A mulher em si não para. As multifunções que nós mulheres fazemos e temos, são extremas. Ora somos mães, donas de casa, esposas, profissionais e temos ideias no mesmo tempo que nossos hormônios, a milhão. E sim, damos conta de tudo. Nossas entrevistadas são, antes de serem mulheres, amigas que representam afinco o ditado de que ‘juntas somos mais fortes’ e são.

As três têm diferença de idade de 10 anos. Nathalia Barros Corrêa, 28 anos, Vanda Sol, 45 anos e Vânia Arruda, 35 são além de tudo, parceiras. A ideia central partiu de Nathália, que é mãe de duas e também, jornalista. Num belo dia ela resolveu desapegar de algumas roupas e começar a vender, de forma inusitada pela internet e mais tarde, teve a necessidade de explorar mais este universo, foi lá e, com a ajuda de familiares, abriu um brechó, o Balacobaco Moda Sustensável.

“Eu tinha um monte de roupas que não usava mais, minha mãe também e resolvemos botar para vender, para fazer tipo, a coisa girar, era muito acúmulo, acho que é uma característica de nós mulheres, acumular muito as coisas, roupas, acessórios e etc. … resolvemos unir o útil ao agradável e abrimos este espaço”, avalia a nova empresária do ramo da moda.

Numa casa da família e com a ajuda do maridão, ela mesma pôs a mão na massa, literalmente. “Pintamos, customizamos móveis e redecoramos os móveis com tudo que tínhamos em casa e na casa de parentes, para o começo, tá ótimo”, conta Nathália ao MidiaMAIS.

Como o local tem mais salas amplas, as parcerias foram se consolidando. As costureiras de mão cheia, Vanda e Vânia estavam precisando de um local para instalar seu ‘escritório’, o Ateliê Pegatas. Consequentemente foi daí que as amigas e parceiras juntaram as forças e firmaram a parceria.

“É uma ajuda mútua, porque a Nath vende roupas e nós customizamos e criamos peças também… quando surgir a necessidade de alguma cliente vir, fazer algum reparo, a gente vai estar aqui do lado e vice-versa, para mim foi uma parceria e tanto”, avalia Vanda, que é professora e consultora de moda e agora, empresária de seu próprio negócio.

Já Vânia, que trabalha em outro ramo que atende a base financeira, está há anos junto de Vanda no projeto do Ateliê Pegatas, pensa o mesmo sobre parceria e empreendedorismo. “Mulher não se aguenta, a gente até pode estar na zona de conforto com tudo que nos permita mas a gente necessita de mais e mais, e quando encontramos aliadas a projetos que sonhamos ou que pensamos, a coisa anda”, explica.

Sustentabilidade

Como todo projeto que se preze tem uma ideia central, a parte de montar não só um brechó que vende roupas usadas e limpinhas teve todo um contexto, digamos, sustentável da coisa.

A empresária quis trazer a moda e a sustentabilidade dentro de seu negócio. “Além de ter a ideia de vender as roupas eu trouxe o espaço nutrição que basicamente está ligado ao meu trabalho com os produtos da Herbalife, e ofereço aqui, um espaço saúde as clientes que quiserem, é claro compartilhar da mesma ideia”.

Já sobre a sustentabilidade e parceria com as empresárias do Ateliê, Nathalia diz que tem tudo a ver, uma vez que elas customizam e reutilizam materiais em suas vestimentas. “Acho que nessa vida tudo pode reutilizar, é essa questão principal do ser sustentável e reaproveitar o que já existe… vivemos uma época que tem espaço e coisas aos monte e todos podem ter acesso a tudo, sem competição e sem concorrência e quanto mais cabeças pensantes do lance reciclar em si, melhor para o nosso futuro”, argumenta.

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