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Com encontro regado à música, loja da antiga rodoviária quer discutir descaso

Sem grandes pretensões, evento quer promover 'debate cultural'

Guilherme Cavalcante Publicado em 01/11/2015, às 18h14

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Sem grandes pretensões, evento quer promover 'debate cultural'

Taí uma ideia boa que surgiu assim, meio que de última hora, meio que no improviso. Logo menos, às 18h, o agitador cultural e proprietário da Subcultura Records, Pietro Luigi, promove o evento 'SOS Subcultura Records: Cultura Interditada', que nada mais é que a reação e o entendimento de que ficar de braços cruzados não vai adiantar muita coisa para reverter a situação que a loja enfrenta.

Na última terça-feira (26), a Subcultura e todas as outras lojas da antiga rodoviária tiveram as portas fechadas por determinação do MPE (Ministério Público Estadual), após interdição do prédio em agosto pelo Corpo de Bombeiros. Uma situação que relaciona de forma íntima abandono, descaso e inoperância de diversos segmentos da cidade.

O evento, que acontece nas imediações da Orla Morena, vem no sentido de proporcionar a discussão do assunto que há muito tempo é jogado para baixo do tapete: afinal, qual nossa culpa diante da situação que o prédio (e toda a região decadente que circunda a antiga rodoviária)? Isso acontecerá, no entanto, intercalado por música, poesias e até mesmo pelo inesperado.

"Não vai ser muito diferente dos eventos da 'Sub', é gente papeando, amigos, música e poesia. A ideia é chamar a atenção para esse problema, nao só da 'Sub', mas da cultura em geral, aqui na cidade", explica Pietro.

De última hora

A ideia do evento de resistência surgiu da amiga Ináh dos Anjos, que até ofereceu a casa para sediar o encontro. "Não vai ser nada de mais, é um evento simples, honesto, com música, conversas, sem firulas. A gente quer dar um apoio, fazer algo informal, trazer nossa galera, conversar um pouco e problematizar a questão", diz Inah. "Melhor que ficar de braços cruzados", acrescenta.

Como se não fosse o suficiente ter a loja compulsoriamente fechada, Pietro também é vítima da burocracia. Quem quiser fazer som na festa, no entanto, não poderá contar com os instrumentos que faziam o 'baticum' na Subcultura. É que eles ficaram na loja e Pietro só pode entrar no prédio para a retirada com autorização especial do Corpo de Bombeiros.

"Infelizmente, meu cubo e instrumentos em geral estão na Subcultura e, acreditem, não posso entrar lá sem autorização prévia dos bombeiros. Então fica a dica: quem quiser levar violão, gaita ou ate guitarra e cubo, tá valendo", destacou Pietro em postagem no Facebook.

Durante o encontro, que tem entrada inteiramente gratuita, haverá no local uma 'caixinha' para quem quiser fazer contribuições financeiras. "Caso não possa, curta a festa da mesma maneira", diz Pietro.

Serviço – SOS Subcultura Records – Cultura Interditada. Neste domingo (1º), a partir das 18h, na rua General Sampaio, 309, esquina com a Av. Noroeste (Orla Morena). Entrada gratuita.

Jornal Midiamax