Com Brasil garantido na Copa, Tite projeta mudanças entre jogos das Eliminatórias

Nesta quarta, em sua entrevista coletiva de véspera de jogos, Tite revelou que fará mudanças na escalação entre uma partida e outra nesta reta final do torneio qualificatório
| 26/01/2022
- 20:00
Técnico Tite copa do mundo
Técnico Tite - Divulgação

A seleção brasileira entra em campo nesta quinta-feira contra o , em Quito, pela 15ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, mas o pensamento do técnico Tite está mesmo no Catar. Nesta quarta, em sua entrevista coletiva de véspera de jogos, ele revelou que fará mudanças na escalação entre uma partida e outra nesta reta final do torneio qualificatório, que já serve de preparação para o Mundial.

"Sim, podemos esperar mudanças de um jogo para o outro. A média nossa, nesses 13 jogos, são quatro substituições por jogo. Tenho dito aos jogadores que esses que entram vão estar decidindo a partida porque vão estar em momento crucial. Então essa é a preparação, senão dos que iniciam, mas de deixar todos preparados para aquilo que tem que fazer. Principalmente no aspecto organizacional, depois é o talento. Ele com a bola, na qualidade do passe, da verticalidade, do um contra um, da finalização. De um jogo para o outro vou mudar, mas não externando de forma pública", comentou.

Para o jogo contra o Equador, Tite confirmou que levará a campo o mesmo ataque que enfrentou a , em novembro do ano passado — empate sem gols, em San Juan —, com Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Junior.

"O tripé da frente, dos homens de lado, como a equipe se moldou e se adaptou bem, vai ser mantido sim. Com Vinicius, Raphinha, Cunha e a gente ter essas amostragens, essa sequência que vai se mostrando. Do meio para trás, a estrutura e o posicionamento ele se mantém. Do meio para a frente ele está se mostrando. Não consigo ver sobre ideia de futebol, dois atacantes centrais, dois volantes fixos e uma lacuna no meio onde pode ter articulador, um pensador. Não consigo conceber futebol assim", declarou.

Tite falou ainda sobre o planejamento da seleção sem Neymar, que se recupera de uma lesão no tornozelo e não foi convocado. "Claro que a gente quer sempre ter Neymar, mas por vezes as situações não ocorrem dessa forma, então o fortalecimento da equipe é sempre o marco mais forte. A equipe é sempre a direção maior, o objetivo maior, a responsabilidade maior. Até porque a equipe carrega e as individualidades acabam acontecendo. Você falou em relação ao (Philippe) Coutinho, ele é jogador da função e acredito na qualidade dele, falando isso para o nicho futebol. Falando de maneira mais ampla, do espectro social, humano, eu sei todo lado humano de investimento dele, desafiador, de recuperar da lesão. É esse o sentido. De termos esses três da frente, sim, porque fizeram grande jogo e devo dar essa continuidade. Como vai ser depois, não sei, vamos deixar o campo falar. Mas a importância, para nós, é da essência", comentou.

O técnico não esconde que, mesmo com a seleção já classificada para o Mundial, a cada jogo a ansiedade é a mesma. "A sensação, a emoção, eu achei que ia estar um pouco mais light, mas não. As mesmas emoções, ansiedades, a possibilidade de dar atleta a condição de fazer o seu melhor, estrategicamente estar preparado para o jogo, continuo com a mesma pressão, te confesso", afirmou

O Brasil tende a atuar contra o Equador com: Alisson; Emerson, Éder Militão, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Fred e Philippe Coutinho; Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior. O meia Lucas Paquetá e o volante Fabinho estão suspensos por terem levado o segundo cartão amarelo contra a Argentina e poderão voltar contra o Paraguai, na próxima terça-feira, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.

A seleção brasileira é a líder das Eliminatórias de forma invicta, com 35 pontos. O Equador ocupa o terceiro lugar, com 23, e ainda busca a sua classificação ao Mundial do Catar.

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