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Vigilância Sanitária interdita feira e apreende pescado por falta de documentação

No local a comercialização do peixe já havia começado e havia uma extensa fila de consumidores

Midiamax Publicado em 01/04/2015, às 18h17

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No local a comercialização do peixe já havia começado e havia uma extensa fila de consumidores

Uma operação conjunta da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) e Vigilância Sanitária interditou a feira e apreendeu o pescado que estava sendo comercializado. A alegação foi a falta de documentação atestando a procedência da mercadoria bem como irregularidade no manuseio.

De acordo com Orivaldo Moreira, coordenador de Vigilância Sanitária, na terça-feira (31) os responsáveis pela comercialização dos peixes, que são técnicos da Universidade Federal, já haviam recebido um Boletim de Orientação,na qual era solicitada a documentação indicando a procedência do pescado que seria vendido.

Como não houve resposta, nesta quarta-feira (1º) equipes da Vigilância Sanitária e da Decon foram até a Universidade Federal e constataram que o local onde foi feito o manuseio dos peixes (limpeza e fracionamento) não ofereciam condições necessárias. “Isto deveria ser feito em um frigorífico e lá, é na realidade um laboratório. O pescado foi interditado e então viemos para a feira onde repetimos o procedimento”, afirmou o coordenador.

A comercialização do peixe já havia começado e havia uma extensa fila de consumidores. Todos foram comunicados, os caminhões foram lacrados e o peixe apreendido, em um total aproximado de 1 tonelada.

A mercadoria apreendida foi encaminhada às câmaras frigoríficas do depósito da Vigilância Sanitária e os responsáveis terão 24 horas para providenciar a documentação exigida. Passado este prazo o material deverá ser descartado.

Posteriormente será feito um relatório e o prosseguimento das ações ficará por conta da Polícia Federal, por envolver um órgão federal, no caso a UFMS.

“Não estamos questionando a qualidade do pescado, mas sim os procedimentos legais que não foram cumpridos”, finalizou Orivaldo.

Jornal Midiamax