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Trabalhadores não recebem salário e coleta de lixo para novamente em Campo Grande

Os funcionários decidiram pela paralisação em assembleia

Diego Alves Publicado em 07/10/2015, às 23h03

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Os funcionários decidiram pela paralisação em assembleia

Os trabalhadores da CG Solurb paralisaram novamente a coleta de lixo em Campo Grande. O motivo é porque os 1.080 trabalhadores não receberam até o momento, o salário de setembro e o ticket de alimentação de R$ 372, que deveria ter sido depositado no último dia primeiro.

Os funcionários decidiram pela paralisação na noite desta quarta-feira (7), em assembleia na Solurb. Os 32 caminhões que fariam a coleta vão ficar no pátio.

De acordo com Wilson, a Solurb anunciou que não tem dinheiro para fazer o pagamento. A categoria paralisou as atividades no dia cinco de setembro e por mais de dez dias a Capital ficou sem a coleta de lixo. A greve terminou após a prefeitura ter depositado R$ 1,5 milhão no dia 18 de setembro. 

Após o anuncio de paralisação dos trabalhadores da CG Solurb, a prefeitura emitiu uma nota informando que irá fazer um depósito judicial de R$ 1.568.800, referente ao pagamento do mês de setembro.

Ainda de acordo com a administração municipal, será encaminhado à Justiça, na primeira hora desta quinta-feira (8), o pedido de autorização para o referido depósito. Segundo a prefeitura, o depósito judicial é necessário para que todas as notas fiscais sejam recebidas, para que não haja desperdício do dinheiro público.

Leia a nota:

Diante de mais um anúncio de greve por parte dos trabalhadores da empresa CG Solurb, em razão do não cumprimento das obrigações trabalhistas pela empresa, a prefeitura de Campo Grande informa que se dispõe a depositar judicialmente o valor do pagamento dos funcionários, da mesma forma como o fez no mês de setembro, quando depositou R$1.568.800,00, de modo a evitar que trabalhadores e a população sejam prejudicados.

No primeiro horário desta quinta-feira (8/10), será encaminhado à Justiça, por meio da Procuradoria Jurídica, o pedido de autorização para o referido depósito e também que este valor seja descontado do montante bloqueado das contas da Prefeitura.

A prefeitura informa ainda que esta medida (depósito judicial) se faz necessária até que todas as notas fiscais apresentadas pela empresa sejam auferidas para que não haja desperdício do dinheiro público, tendo em vista que a empresa recebeu, desde 19 de março de 2014, uma soma vultuosa – mais de R$ 145,4 milhões em 18 meses, cerca de R$ 7,5 milhões ao mês – valor este muito maior do que o estabelecido inicialmente no contrato – cerca de R$ 4,5 milhões ao mês).

Jornal Midiamax