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Poder público discute estratégias para desocupação da Cidade de Deus

O local que é área verde do município

Diego Alves Publicado em 14/07/2015, às 21h23

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O local que é área verde do município

Autoridades discutiram na tarde desta terça-feira (14), a desocupação da Cidade de Deus em Campo Grande. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Sílvio Maluf, recebeu no gabinete da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), representantes do Ministério Público, Procuradoria Geral do Município de Campo Grande, Guarda Municipal, Secretaria de Estado de Habitação, Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, para discutir estratégias para a desocupação do local.

De acordo com o poder público, o local que é área verde do município, foi invadido no final de 2013, após a prefeitura retirar 300 famílias que moravam em barracos e foram foram inseridas em programas habitacionais populartes.

 “Hoje existem no local cerca de 400 famílias, que juntas somam mais de 1.200 pessoas, porém, pelo menos metade delas já possuem moradias ou já foram beneficiadas com programas habitacionais”, disse o procurador Geral do Município, Fábio Leandro.

Durante a reunião, o secretário de Governo de Campo Grande, Paulo Matos, propôs que seja feito um levantamento detalhado, através do cadastramento dos moradores, para traçar as estratégias para a desocupação.

Ilídia Miglioli Sokoloski, adjunta da Secretaria de Estado de Habitação, destacou que durante o processo, inclusive de cadastramento, é preciso levar em consideração a parte social. “Sabemos que no local há muitas pessoas que possuem moradias, porém, é necessário que o município organize um local para abrigar essas pessoas, mesmo que seja provisoriamente até a solução definitiva do problema”, disse.

Já o secretário Sílvio Maluf reiterou a importância da negociação com as famílias, para que a desocupação seja feita de forma pacífica. “Daqui a 30 dias iremos nos reunir novamente e a partir desse levantamento que a prefeitura irá realizar, traçaremos as estratégias para a desocupação, mas acreditamos que em havendo um local apropriado, as famílias irão se mudar de forma pacífica”, finalizou.

Jornal Midiamax