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Estudo mostra que obras no macroanel podem custar R$ 350 mi

A abertura exigirá que a desapropriação de faixa de terra 

Diego Alves Publicado em 04/07/2015, às 00h15 - Atualizado em 26/04/2018, às 18h00

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A abertura exigirá que a desapropriação de faixa de terra 

Um estudo da equipe do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb) mostra que, ao longo dos 30 quilômetros de traçado do macroanel rodoviário de Campo Grande , uma extensão da BR-163 que deve ser duplicado até 2018, serão necessárias pelo menos 10 obras viárias para a transposição das pistas e a construção de vias marginais para atender ao fluxo de veículos dos bairros e vilas localizados ao longo do traçado, que começa perto das Moreninhas, na saída para São Paulo e termina perto do Jardim Colúmbia, na saída para Cuiabá. Neste ano, já ocorreram 107 acidentes, com 64 vítimas ao longo do macroanel, conforme dados da Polícia Rodoviária Federal.

Da 10 intervenções que os estudos técnicos apontam como necessária para absorver o impacto da duplicação, o projeto preliminar repassado pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) para a concessionária que administra a rodovia, a CCR MV Via, contempla apenas quatro obras de transposição da pista: viaduto ou mergulhão em frente do polo empresarial norte, na saída para Cuiabá; adequações com novas alça de acesso no viaduto sobre a confluência com a BR-262 (saída para Três Lagoas); alça de acesso a MS-040 (rodovia Campo Grande/Santa Rita do Pardo) e melhorias na rotatória de acesso às BRs-060 e 262.

As seis obras remanescentes, junto com as vias marginais, segundo o diretor da Planurb, Marco Antonio Cristaldo, vão custar R$ 350 milhões. “É uma conta que o município vai enfrentar dificuldades para pagar, daí a necessidade de se inserir pelo menos parte deste investimento como contrapartida dentro da GDU (Guias de Diretrizes Urbanísticas) que será feita para a obra, junto com o licenciamento ambiental”, informa.

Esta estimativa computa o investimento necessário (R$ 160 milhões) para construção de travessias (viadutos ou mergulhões) no acesso ao campus da Anhanguera-Uniderp Agrárias (onde hoje há um semáfaro); na confluência com a avenida Ana Rosa Castilho (que liga o macroanel a avenida Cônsul Assaf Trad); acesso à BR-163 do braço norte do anel (em construção entre as saídas de Rochedo e Cuiabá); na avenida Guaicurus; Residencial Dahma e na rua Darwin Dolabani, região do Jardim Itamaracá, onde há grande concentração de oficinas às margens do macroanel.

A parcela complementar de R$ 190 milhões incluiria a construção de 60 quilômetros (30 quilômeros de cada lado) de pista marginais, com pavimentação, drenagem e iluminação. A abertura destas avenidas exigirá que a desapropriação de faixa de terra que somam aproximadamente 80 hectares.

Em relação à travessia do distrito de Anhandui, o prefeito Gilmar Olarte diz que o projeto prevê um posto de parada na localidade com a realocação das barracas instaladas no canteiro central da avenida, num espaço do município, uma espécie de mercado, onde os viajantes encontrarão os mesmos produtos hoje vendidos nas barracas montadas às margens da pista. Também serão necessárias travessias para garantir o deslocamento dos moradores entre uma margem e outra.

Jornal Midiamax