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Empréstimo de US$ 60 milhões junto ao BID pode mudar ‘cara’ da 14 de Julho

Prefeitura tenta viabilizar cerca de R$ 172 milhões com um banco internacional para revitalizar centro da Capital

Ludyney Moura Publicado em 23/02/2015, às 20h29

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Prefeitura tenta viabilizar cerca de R$ 172 milhões com um banco internacional para revitalizar centro da Capital

O prefeito Gilmar Olarte (PP) reuniu assessores, imprensa e secretários para acompanharem um representante do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) que analisa a liberação de um empréstimo de US$ 60 milhões (cerca de R$ 172 milhões) para revitalizar o centro da Capital. A presença de agentes da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) e da Guarda Municipal parando o trânsito na Avenida 14 de Julho chamou a atenção de quem passava pelo local na tarde desta segunda-feira (23).

“O projeto com a presença do BID, hoje fazendo vistoria, já pré-aprovado faz com que saia do papel e venha para realidade. Temos ainda alguns meses para resolver questões técnicas e partir para as obras”, disse Olarte, durante a caminhada que fez do cruzamento da Avenida 14 de Julho com a Rua 15 de Novembro até o calçadão da Barão.

Durante a entrevista que deu no local, Olarte falou em R$ 60 milhões do custo da obra, mas de acordo com a coordenador de projetos da prefeitua, Catiana Sabadin, o valor é bem maior, e o início da obras ainda deve demorar.

“Nós estamos numa fase já de missão preparando novo programa. Planejamos assinar já em maio, assim que os projetos executivos e os estudos de viabilidade fiquem prontos e começar a obra, na pior das hipóteses, em setembro deste ano. O valor do empréstimo é de US$ 60 milhões, hoje a obra toda está orçada em US$ 30 milhões. Os projetos ainda não ficaram prontos, então a gente não tem o valor final da planilha para licitar” revelou Catiana.

A intenção da gestão Olarte é revitalizar 1,4 km da Avenida 14 de Julho, no trecho compreendido entre as Avenidas Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso, apesar de projetos executivos apresentados pelo município se estenderem até a Avenida Rachid Neder.

“O embutimento de fiação é uma obra bem complexa como nunca foi feita em Campo Grande. Envolve embutimento de fiação, reduzir transito de passagem (de veículos), aumenta área de circulação de pedestres e dar um conforto térmico melhor para as pessoas” explicou a Catiana. Olarte falou ainda que a prefeitura pretende discutir a construção de estacionamentos verticais na região.

Apesar de todo o aparato montando pelo prefeito para divulgação do projeto, o representando do BID que visitou a Capital, Jason Hobbs, Associado sênior em Desenvolvimento Urbano e Habitação Interamericano de Desenvolvimento, não quis falar sobre a conclusão do empréstimo.  “Temos grandes esperanças para seguir nossa parceria com a prefeitura”, limitou-se a dizer.

Para o empréstimo sair do papel, é preciso ainda um aval da União. “O Governo Federal já deu autorização, assinando precisa passar pelo Senado porque envolve divida pública. Como todo projeto internacional”, frisou a coordenadora de projetos do município.

Se aprovado o empréstimo junto ao BID, a prefeitura terá quatro anos de carência e um prazo de 20 anos de amortização, com uma taxa de juros anula em torno de 2%. “A capacidade de endividamento do município é muito boa e a recuperação das nossas finanças é visível”, afirmou Olarte.

O prefeito prometeu ainda, caso a negociação com o BID seja concluída, minimizar os prejuízos para os comerciantes da via durante as obras, com a instalação de tapumes transparentes, realização de serviços noturnos e organização de projetos culturais no entorno da 14 de Julho para atrair a população.

“É um pedido que fazemos há décadas, e a 14 de Julho é só o início de tudo”, destacou o presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), João Carlos Polidoro. 

Jornal Midiamax