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Corte na Saúde revolta servidores que questionam administração

Superintente da Saúde diz que dos R$ 34 milhões gastos com a pasta, R$ 12 são plantões

Midiamax Publicado em 13/03/2015, às 15h53

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Superintente da Saúde diz que dos R$ 34 milhões gastos com a pasta, R$ 12 são plantões

A ordem de corte de plantões, dada como parte das medidas adotadas a fim de economizar R$ 5 milhões, revoltou os servidores da Rede Municipal de Saúde que chegaram a questionar a decisão da administração. Uma audiência pública junto a Comissão da Saúde da Câmara Municipal será marcada nos próximos dias para discutir este e demais assuntos relacionados à pasta.

Segundo a vereadora Carla Stephanini (PMDB), que acompanhou com os colegas parlamentares, Luiza Ribeiro (PPS) e José Chadid (ainda sem partido), às reuniões realizadas na manhã desta sexta-feira (13), entre servidores, o Conselho Municipal de Saúde e o chefe da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Jamal Salem, outras medidas devem ser adotadas para que não haja o corte.

“Não haverá o corte dos plantões. Vamos marcar uma audiência pública na Câmara para discutir este e outros pontos da categoria, mas ainda não temos uma data. Falei com o Mario Cesar [presidente da Casa de Leis] e à tarde vamos nos reunir para fazer esse encaminhamento”, afirma.

Segundo o superintende da saúde, Virgílio Gonçalves, que falou em nome do secretário,  a folha de pagamento da secretaria é de R$ 34 milhões, deste total, R$ 12 milhões são gastos com plantões. “A promessa é não reduzir os plantões, mas adotar outras medidas necessárias para economizar”, garante.

A presidente da Associação de Enfermeiros, Sonia Maria Corrêa, questionou a decisão do Prefeito Gilmar Olarte (PMDB) que ordenou o corte de gastos na Saúde. “Como pode existir corte na Saúde que é essencial, enquanto existem inúmeros cargos comissionados na folha de pagamento da Prefeitura?”, questiona.

Revoltada com a determinação ela acrescenta: “Quando se fala em corte a saúde está no topo da lista. Existe um momento complicado na administração, mas não é na saúde que devem ocorrer os cortes”, ressalta.

Uma reunião entre o prefeito, o chefe da Sesau e o secretário da Semad (Secretaria Municipal de Administração), Wilson do Prado, será realizada para discutir o assunto.

Jornal Midiamax