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Comerciantes já calculam perdas de 35% com a paralisação

Comerciantes devem levar até 3 meses para recuperar perdas

Thatiana Melo Publicado em 26/02/2015, às 12h12

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Comerciantes devem levar até 3 meses para recuperar perdas

Na Ceasa 44 permissionários e 300 produtores trabalham na venda dos produtos, que já calculam perdas em torno de 30% a 35% “Tenho um caminhão de alho que está parado em Santa Catarina, e não consegue passar. Na minha empresa meus 4 caminhões e 30 funcionários estão parados. Agora devo levar de 2 a 3 meses para recuperar tudo que perdi”, diz o comerciante Ademir Saraiva, de 37 anos.

 “O fluxo de caminhões diminuiu em 20% aqui, o que tem deixado muitos permissionários sem produtos para vender. Vamos começar a contabilizar todas as perdas a partir desta segunda-feira (2). E se essa paralisação se estender por mais alguns dias vai faltar vários produtos”, explica Cristiano Chaves, coordenador de divisão da Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul).

Alguns legumes como batata, cebola, e frutas como pêssego, uva, nectariana e ameixa podem começar a faltar nos supermercados a partir desta sexta-feira (27), por causa da paralisação dos caminhoneiros em vários pontos do país.

De acordo com o coordenador 85% do que consumimos de legumes é importado, principalmente, de São Paulo que já passa por uma crise hídrica e com a paralisação, a situação dos produtos que consegue chegar ao estado não é muito boa. Já na questão das frutas 95% do que consumimos é importado dos estados de Santa Catarina e Paraná, como os pêssegos, uvas, ameixas e nectarinas.

Cristiano afirma que existem 3 preocupações com a paralisação “O problema do alto preço que chega aqui e acaba sendo repassado ao consumidor final, a qualidade e a logística por que  como será o abastecimento de toda esta mercadoria”, fala Cristiano.

Jornal Midiamax