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Com salários atrasados, funcionários do Asilo São João Bosco entram em greve na Capital

Alguns, segundo o sindicato não receberam o 13º    

Diego Alves Publicado em 10/04/2015, às 23h23

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Alguns, segundo o sindicato não receberam o 13º

Funcionários do Asilo São João Bosco entram em greve na próxima quarta-feira (15), por conta de atrasos salariais, de acordo com o Senalba (Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul).

Os funcionários que farão a paralisação são cuidadores de idosos, copeiros, cozinheiros, responsáveis pela alimentação especial, lavanderia, limpeza, e serviços gerais. De acordo com o sindicato, a greve foi decidida em assembleia geral extraordinária.

O motivo é a falta de pagamento aos profissionais, a maioria está com dois meses de salários atrasados e sem previsão de quando os valores serão depositados. Alguns, segundo o sindicato nem sequer receberam o salário de dezembro e o 13º.

Em março, os profissionais já haviam se mobilizado e expuseram a situação em que a categoria se encontra devido aos constantes atrasos salariais. Segundo os trabalhadores, os representantes patronais afirmam que os pagamentos não foram efetuados porque a instituição não recebeu o repasse da assistência social da prefeitura de campo grande e também por haver problemas na conta bancária da instituição.

A presidente do Senalba-MS, Maria Joana Barreto Pereira, explica que desde janeiro o sindicato busca diálogo com representantes da associação sobre a necessidade dos trabalhadores receberem os salários no período previsto da Convenção Coletiva de Trabalho – até o 5º dia útil.

“Os profissionais já passam necessidade, tem funcionários que não têm sequer dinheiro para comprar gás e pagar as contas essenciais. É uma situação difícil que precisa ser solucionada o quanto antes. Tentamos ao máximo evitar a paralisação por se tratar de atendimento aos idosos, mas, não restou outra alternativa tendo em vista o descaso com os trabalhadores que precisam prover a sobrevivência de suas famílias”, explica a presidente Maria Joana Barreto Pereira.

Jornal Midiamax