Geral

Ampliação da Coleta Seletiva é debatida em reunião na Capital

O grupo foi instituído pelo Decreto n. 12 659 de 10 de junho

Diego Alves Publicado em 22/06/2015, às 23h15 - Atualizado em 26/04/2018, às 17h55

None
debate.jpg

O grupo foi instituído pelo Decreto n. 12 659 de 10 de junho

Hoje pela manhã, o Grupo de Trabalho Permanente para a Implantação da Política Municipal de Resíduos Sólidos se reuniu pela primeira vez na sede do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Planurb) com a coordenação do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Heitor Pereira de Oliveira e do diretor-presidente do Planurb, Marcos Cristaldo. 

O grupo foi instituído pelo Decreto n. 12 659 de 10 de junho e funcionará para tratar de todas as questões relativas à gestão de resíduos no município para que Campo Grande atue em consonância com a Política Municipal de Resíduos Sólidos. 

“Este Grupo de Trabalho representa a alma e o sentimento dessa administração que é poder construir as ações do que interessa para Campo Grande em um ambiente democrático e saudável” enfatizou Cícero Ávila, diretor-presidente da Fundação Social do Trabalho (Funsat). Ávila ressaltou que o grupo é um instrumento para aproximar os catadores de materiais recicláveis ao poder público e dar uniformidade às ações. 

Participam do grupo diversas pastas da administração municipal que tem importância para a gestão dos resíduos do município e ainda o Fórum Municipal do Lixo e Cidadania – FLMC e representantes dos catadores de materiais recicláveis e de cooperativas. 
Na primeira reunião ordinária foi debatida a inauguração da Usina de Triagem de Recicláveis – UTR em paralelo ao fechamento do lixão e a ampliação da coleta seletiva prevista para os próximos meses. 

Usina de Triagem de Recicláveis – UTR
Cumprindo as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos a prefeitura Municipal de Campo Grande desativará o lixão do município em sua totalidade. Hoje o lixão opera em uma área de transição provisória, onde os resíduos são depositados e ocorre o processo de separação dos recicláveis pelos catadores. Após a separação o que resta é destinado ao aterro sanitário.

No novo modelo de gestão, o material reciclável recolhido pelo município através da coleta seletiva será destinado à UTR e todo resíduo da coleta domiciliar comum levado diretamente ao aterro sanitário. 

“O modelo implantado em Campo Grande é um modelo único e a usina foi pensada e criada baseada na demanda dos próprios catadores”, explicou Marcos Cristaldo. A UTR terá capacidade para atender em média 400 trabalhadores em três turnos. É requisito para os profissionais que atuarão no local terem participado da capacitação de cooperativismo oferecida pela Funsat. 

O Curso intitulado “Fortalecimento do Cooperativismo e da Autogestão” é oferecido pela Funsat desde novembro de 2014 e já formou diversas turmas de catadores de materiais recicláveis. 

A prefeitura auxiliará os catadores em todo trâmite para composição de cooperativas, custeando as taxas burocráticas necessárias para criação e disponibilizando assessoria, consultoria e apoio para que as novas cooperativas consigam se consolidar. 

“O poder público não pode obrigar o trabalhador a se capacitar, mas para estar dentro da UTR será necessário que se tenha feito o curso de cooperativismo”, frisou o titular da Semadur, Heitor Pereira de Oliveira. 

Coleta Seletiva 
A coleta seletiva porta a porta foi lançada em Campo Grande no dia primeiro de julho de 2011 no bairro Jardim São Lourenço. A primeira etapa atingiu 32 mil domicílios, percorrendo 120 bairros nas regiões do Carandá Bosque, Autonomista, Chácara Cachoeira, Vilas Boas, TV Morena, Santa Fé, São Lourenço, Vila Carlota e Bela vista. 

Com a ampliação da coleta 100 mil domicílios serão atingidos (182.677 pessoas), assim que a UTR entrar em funcionamento para garantir que haja material reciclável suficiente para todos os trabalhadores cooperados.

Jornal Midiamax