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Viaduto que caiu e deixou dois mortos é implodido em BH

Durou apenas um segundo a implosão da alça norte do viaduto Batalha dos Guararapes, que fica na avenida Pedro I, região norte de Belo Horizonte. Exatamente às 9h deste domingo soou a última sirene de alerta e a estrutura com 1,3 mil metros cúbicos de concreto e ferro veio ao chão, implodida por 125 kg […]

Arquivo Publicado em 14/09/2014, às 13h53

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Durou apenas um segundo a implosão da alça norte do viaduto Batalha dos Guararapes, que fica na avenida Pedro I, região norte de Belo Horizonte. Exatamente às 9h deste domingo soou a última sirene de alerta e a estrutura com 1,3 mil metros cúbicos de concreto e ferro veio ao chão, implodida por 125 kg de dinamite. Um barulho ensurdecedor e uma nuvem de poeira tomou o local onde, no último dia 3 de julho, a alça sul do complexo desabou, matando duas pessoas e ferindo outras 23.


Quando a implosão aconteceu, os olhos da funcionária pública Samantha Galvão se encheram de lágrimas. Ela é moradora do edifício Savanah e foi obrigada a deixar o apartamento para se abrigar com a família em um hotel: “Choro de alívio por estar no fim este sofrimento. Foram quase três meses de muito medo, incertezas, caos no trânsito. Sem falar na tragédia que causou duas mortes e deixou muita gente ferida”, disse. Os moradores foram avisados por mensagens de texto em celular sobre os procedimentos de esvaziamentos dos imóveis.


A Defesa Civil Municipal isolou um perímetro de 200 m no entorno do viaduto. Ao todo, 570 casas e comércios foram esvaziados e os moradores vão poder voltar ao local após uma vistoria das equipes de segurança. Segundo a Comdec, 150 pessoas estiveram envolvidas na implosão, que custou cerca de R$ 1 milhão que serão pagos pela Construtora Cowan, responsável pela obra que custou aos cofres públicos R$ 15 milhões. Ministério Público e Polícia Civil apuram as responsabilidades civis e criminais do desabamento.


A primeira sirene tocou às 8h. Outras três sirenes foram disparadas até o momento da implosão. Centenas de curiosos estiveram no local para acompanhar. O ajudante de caminhão Ivanildo dos Santos saiu do bairro São João Batista e percorreu cerca de 5 km de bicicleta para gravar o momento da queda da estrutura: “Não podia perder, vou gravar e guardar”, disse.


Indignados com o prejuízo aos cofres públicos, os amigos Roosevel José e Joel Lopes também saíram de casa cedo para ver a implosão: “Era uma obra para aliviar o trânsito, só trouxe transtornos. Um desperdício de dinheiro do povo”, reclamou o aposentado Roosevelt. “Fica até difícil defender, muito dinheiro público que deveria ser investido em hospitais e o olha o que deu”, completou Joel.

Jornal Midiamax