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Um dia antes de atacar Erlon, quadrilha tentou mesmo golpe com outro vendedor de Golf

Desencontro entre integrantes salvou outro anunciante de Golf pela Internet do latrocínio. A vítima chegou a se encontrar com um dos bandidos e foi até a casa onde Erlon foi morto, mas não havia ninguém lá.

Arquivo Publicado em 08/04/2014, às 14h38

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Desencontro entre integrantes salvou outro anunciante de Golf pela Internet do latrocínio. A vítima chegou a se encontrar com um dos bandidos e foi até a casa onde Erlon foi morto, mas não havia ninguém lá.

Um dia antes de marcar o encontro com o empresário Erlon Peterson Pereira Bernal, de 32 anos, na tarde de terça-feira (1º), a quadrilha que praticou o latrocínio – roubo seguido de morte – atraiu outra vítima para a mesma armadilha. O nome do rapaz não foi divulgado e o caso continua sendo investigado. 

De acordo com a titular da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos), Maria de Lourdes Souza Cano, contou que um dos integrantes do bando ligou para um rapaz que também estava vendendo um Golf e marcou o encontrou nas proximidades da Coca-Cola. 
“Isso foi na segunda-feira (31 de março), a vítima chegou a ir ao encontro e conversou com o suposto comprador, que atraiu o rapaz até o bairro São Jorge da Lagoa, onde mora a adolescente, mas dizendo que era a casa da suposta tia interessada no veículo”, explica a delegada responsável pelas investigações. 
Chegando ao local, houve um desencontro. “O rapaz contou que a casa estava fechada e o suposto comprador chegou a ligar para a ‘tal tia’ para saber onde ela estava, pois o vendedor do Golf estava por lá”, relata. 
Após uma conversa por telefone, o suspeito pediu desculpas para a vítima e disse que “houve um desencontro, mas que marcaria com ele novamente em outra oportunidade”. 
CASO ERLON 
Com a repercussão da morte do empresário, a vítima procurou a delegacia para denunciar que chegou a ir ao encontro com a quadrilha, pois estava vendendo um automóvel e o rapaz se mostrou interessado em comprá-lo. 
A delegada responsável pelas investigações, não descarta que outras pessoas também tenham caiu no mesmo golpe dos criminosos. “Estamos apurando, nada está concluído, até o dia 15 de abril”, frisa e acrescenta, “peço que procure a delegacia, quem por acaso teve o encontro com a quadrilha ou tenha mais informações sobre o caso”.
Jornal Midiamax